cinemaonline

Quinta-feira, Março 25, 2004

- Mudança de servidor e de blog

A partir deste momento o blog cinemaonline dá lugar a um outro- moviesuniverse (www.moviesuniverse.blog-city.com). Esta mudança deve-se ao descontentamento do autor em relação ao estado em que o actual (cinemaonline) se encontrava. Havia muita informação mal organizada; no novo blog a selecção das notícias (em menor quantidade) vai ser mais criteriosa e haverão mais críticas publicadas. Espero que a mudança seja bem aceite por todos.

Cumprimentos cinéfilos,
Tiago Teixeira.

Domingo, Março 14, 2004

NOTÍCIAS

- Números das bilheteiras portuguesas vão ser divulgados



Durante muitos anos, era mais fácil e rápido aos profissionais portugueses a trabalhar no mercado de exibição cinematográfica, à comunicação social e ao público, saber os números das bilheteiras dos Estados Unidos, Grã-Bretanha ou Espanha do que os do seu próprio país. Graças a uma parceria entre o Estado e o exibidores cinematográficos, surge agora o controlo informatizado das bilheteiras dos cinemas, que irá permitir receber e tratar a informação relativa à emissão dos bilhetes, assim como a respectiva divulgação.

Era um os grandes tabus do mercado: quantos espectadores tem cada filme? Normalmente, em casos de grande sucesso, eram as próprias distribuidoras a referir que o filme "X" teve 100 mil espectadores em "X" dias, mas, na grande maioria dos mais de 250 filmes estreados anualmente em Portugal, esses números eram apenas conhecidos dos respectivos exibidores ou distribuidores, funcionando em circuito fechdo. Apenas no início dos anos 90, existiu uma espécie de "ranking", com a divulgação de números, mas esse sistema foi considerado pouco fiável pelo facto dos números serem estimativas divulgadas apenas pelas próprias distribuidoras (sem nenhum controle) e por não cobrirem o maior número de salas de cinema possíveis.

Isso vai agora mudar. Em conferência de imprensa realizada esta quinta-feira, 11 de Março, o Secretário de Estado da Cultura, José Manuel Amaral Lopes, anunciou que o mercado de exibição cinematográfica dispõe, a partir de hoje, de um novo indicador fundamental para a regulação e gestão do sector, resultado de uma parceria entre o Estado e os exibidores cinematográficos. A informação que vai daí resultar, "fidedigna, regular e sistematizada, será um instrumento essencial para a avaliação do comportamento do sector, bem como para a obtenção de informação credível relativa aos resultados em termos de público das obras apoiadas financeiramente pelo Estado". Ainda de acordo com o comunicado distribuído à imprensa, o sistema permitirá corrigir "deficiências de informação que, a julgar pela experiência de outros países, poderá ser decisiva para a compreensão e promoção do sector".

Esta rede de informação será centralizada pelo ICAM, Instituto do Cinema Audiovisual e Multimédia, que também assumirá a função de a canalizar para o exterior, e assenta numa colaboração que envolverá todos os exibidores nacionais. O custo de instalação do equipamento necessário ao sistema informático de emissão de bilhetes e de transmissão de dados electrónicos foi suportado pelo ICAM e ascendeu a perto de 100.000 euros. A transmissão de dados é efectuada sem qualquer intervenção do exibidor e é feita diariamente,
no caso de quatro ou mais sessões diárias de exibição cinematográfica comercial, ou semanalmente, no caso de um número inferior a três sessões.

O programa de informatização das bilheteiras dos cinemas em Portugal foi previsto em 1999, mas só agora é concretizado. Deste modo, todas as sextas-feiras, a informação será actualizada e estará disponível no site do ICAM, com um ranking constituído pelo número de espectadores, salas em exibição e receita bruta de cada filme, bem como os respectivos acumulados, correspondente a cerca de 4/5 das mais de 500 salas portuguesas.

11-03-2004

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O sistema está actualmente em funcionamento em 409 das 500 salas de cinema existentes em todo o país e tem vindo a ser testado desde Outubro de 2003. Entre o ranking acumulado de espectadores entre 20 de Outubro e 3 de Março, existem dados curiosos.

Assim em primeiro lugar surge, sem grandes surpresas, «O Senhor dos Anéis: O Regresso do Rei», com um total de 452.020 espectadores para 79 dias em exibição, mas esse número está longe do milhão de espectadores publicitados para o segundo filme da trilogia. Por outro lado, o "ranking permite aferir do enorme poder de uma estrela como Tom Cruise para abrir um filme, já que «O Último Samurai» está logo em segundo lugar, com 328.637 espectadores em 56 dias (7 semanas).

Em terceiro, surge «O Amor Acontece», que com os seus 306.571 espectadores prova que foi um filme invulgarmente popular entre os portugueses (nos Estados Unidos nunca chegou efectivamente a "descolar" para ser um grande sucesso). Em quarto surge o filme natalício por excelência, «À Procura de Nemo», com 293.853 espectadores e o 5.º lugar de «Matrix Revolutions» prova, com os seus 273.207 espectadores, que foram muitos os que ainda quiseram saber o desfecho da jornada de Neo & Companhia.

A saga «Scary Movie 3 - Outro Susto de Filme» mostra ser difícil de abater (6.º, 135.520), e «O Sorriso de Mona Lisa» demonstra que um filme discreto de Julia Roberts nos Estados Unidos pode ser um sucesso simpático internacionalmente (7.º, 122.204), o mesmo se podendo dizer de «Era Uma Vez no México», um dos grandes sucessos do ano, com 118.334 espectadores (8.º lugar). E se os 116.912 espectadores e um 9.º lugar não surpreendem para «Kill Bill - A Vingança», é de esperar que seja ultrapassado por «Romance Arriscado», um sucesso inesperado nos Estados Unidos e que em Portugal está em 10.º lugar, com 111.425 espectadores (e ainda em exibição).

Alguns dos filmes são tão caros que acaba por ser o mercado internacional e a posterior comercialização em DVD que determina se valeu a pena o investimento. As posições seguintes no "ranking" português provam que sucessos relativos ou mesmo fracassos nos Estados Unidos não condenam necessariamente um filme, desde que seja devidamente divulgado e principalmente distribuído nas salas: «Crueldade Intolerável» (109.289), «S.W.A.T. - Força de Intervenção» (107.323), «Bad Boys II» (109.200), «O Guarda-Fraldas» (105.644), «A Casa do Campo» (82.943) ou mesmo «Looney Tunes: De Novo em Acção» (57.799).

Por outro lado, filmes com aspirações mais "artísticas" tanto podem resultar como falhar nas bilheteiras portuguesas, dependendo muito da equipa que está por detrás do projecto ou a respectiva projecção mediática, como são os casos de «Mystic River» (103.587), «Master and Commander - O Lado Longínquo do Mundo» (87.963), «Lost in Translation - O Amor É Um Lugar Estranho» (83.190) ou «21 Gramas» (51.892), todos com um número bastante simpático de espectadores portugueses.

Por outro lado, era legítimo esperar mais (ou talvez não) de «Homicídio em Hollywood» (que fracassou nos Estados Unidos e em Portugal apenas conseguiu 51.417 espectadores, o que nem seria muito mau não fosse este um filme com Harrison Ford e Josh Hartnett), «O Grande Peixe» (43.122), «O Júri» (37.847) ou «Refém» (16.512).

Mais para baixo no "ranking" estão filmes cujos resultados não são avaliáveis, na medida em que estrearam antes de 20 de Outubro, sendo o número de espectadores que fizeram a partir daí pouco significativo (por exemplo, «Piratas das Caraíbas: A Maldição do Pérola Negra» fez apenas 17.269 espectadores a partir de dia 20 de Outubro, mas quase 450 mil antes disso, de acordo com as informações do CINEMA2000).

«Open Range - A Céu Aberto» estreou a 31 de Outubro e não tendo existido engano nos dados, os seus 18.781 espectadores são também uma injusta desilusão para o filme de Kevin Costner, que até teve resultados moderadamente encorajadores no seu país de origem.

Existem, contudo, dois casos flagrantes de fracasso, seja qual for o prisma pelo qual seja analisado: «Alex e Emma», de Rob Reiner e principalmente «Portugal S. A.», de Ruy Guerra e com Diogo Infante. Este último fez apenas 15.616 espectadores, o que está na média de espectadores para os últimos filmes portugueses (de acordo com os números revelados pelo jornal "O Independente" há uns meses atrás), com a diferença que a maioria deles não beneficiou do mesmo investimento promocional e de salas. O mesmo, aliás, se pode dizer de «Os Imortais», de António-Pedro Vasconcelos, que nem aparece na lista dos 50 primeiros, pelo que foram assim muitos poucos os que puderam testemunhar o grande actor que é Nicolau Breyner.

Números para reflectir sobre o que leva os espectadores portugueses às salas de cinema...

NOTA:

Eis o ranking da semana de 26 de Fevereiro a 3 de Março de 2004, correspondentes a 4/5 das salas portuguesas (409 salas), ordenado da seguinte forma:

- Nome do filme - Número de espectadores (total acumulado), número de salas em exibição, semanas em exibição.

1. «Alguém Tem Que Ceder»- 54.748 esp. (54.748), 21 salas, 1.ª semana
2. «Scary Movie 3 - Outro Susto de Filme- 25.148 (135.520), 27 salas, 3.ª semana
3. «Pago para Esquecer»- 22.666 (60.808), 27 salas, 2.ª semana
4. «Cold Mountain»- 16.619 (75.447), 39 salas, 3.ª semana
5. «A Casa Assombrada»- 14.837 (84.034), 24 salas, 3.ª semana
6. «Gothika»- 12.384 (33.709), 14 salas, 2.ª semana
7. «Spy Kids 3D: Game Over»- 10.515 (10.515), 27 salas, 1.ª semana
8. «Desaparecidas»- 8.022 (25.962), 28 salas, 2.ª semana
9. «Lost in Translation - O Amor É Um Lugar Estranho»- 7.463 (83.190), 7 salas, 5.ª semana
10. «Monstro»- 7.321 (7.321), 8 salas, 1.ª semana
11. «Romance Arriscado»- 6.161 (111.425), 18 salas, 3.ª semana
12. «O Grande Peixe»- 5.279 (43.122), 10 salas, 3.ª semana
13. «21 Gramas»- 4.395 (51.892), 13 salas, 4.ª semana
14. «O Último Samurai»- 3.788 (328.637), 12 salas, 7.ª semana
15. «Sob o Sol da Toscana»- 3.726 (6.005), 7 salas, 1.ª semana
16. «Mystic River»- 3.099 (103.537), 5 salas, 14.ª semana
17. «Rapariga com Brinco de Pérola»- 2.925 (15.601), 6 salas, 3.ª semana
18. «O Senhor dos Anéis: O Regresso do Rei»- 2.364 (452.020), 8 salas, 10.ª semana
19. «Anything Else - A Vida e Tudo o Mais»- 1.807 (33.927), 4 salas, 4.ª semana
20. «S.W.A.T. - Força de Intervenção»- 1.066 (107.323), 4 salas, 5.ª semana

Fonte: Cinema2000

- BOX-OFFICE AMERICANO

[Lugar; Título do filme; Total de dólares desde a estreia]

1. Passion of the Christ, The (2004) 213.8m
2. Starsky & Hutch (2004) 28.1m
3. Hidalgo (2004) 18.8m
4. 50 First Dates (2004) 99.3m
5. Twisted (2004/I) 16.4m
6. Confessions of a Teenage Drama Queen (2004) 21.8m
7. Lord of the Rings: The Return of the King, The (2003) 368.1m
8. Dirty Dancing: Havana Nights (2004) 10.1m
9. Miracle (2004) 59.8m
10. Monster (2003) 29.9m

Fonte: IMDB

Classificações:

Rottentomatoes:
IMDB: 7.7/10

Breves comentários:

+:

- "The Passion of the Christ is powerfully moving and fanatically obtuse in equal doses." -- Peter Travers, ROLLING STONE

- "I was moved by the depth of feeling, by the skill of the actors and technicians, by their desire to see this project through no matter what."
-- Roger Ebert, CHICAGO SUN-TIMES

- "This is the most powerful, important and by far the most graphic interpretation of Christ's final hours ever put on film."
-- Richard Roeper, EBERT & ROEPER

-:

- "In the end, one can respect Gibson's high intentions and dedicated work, while remaining spiritually and dramatically unmoved by the result."
-- Michael Wilmington, CHICAGO TRIBUNE

- "The Passion of the Christ is so relentlessly focused on the savagery of Jesus' final hours that this film seems to arise less from love than from wrath, and to succeed more in assaulting the spirit than in uplifting it."
-- A.O. Scott, NEW YORK TIMES

- "Two hours of gruesome, sadistic, stomach-turning and hard core graphically violent torture detached from any background information is not something to expose kids to, regardless of religion."
-- Chuck Schwartz, CRANKY CRITIC®

Cumprimentos cinéfilos,
Tiago Teixeira.




Terça-feira, Março 02, 2004

NOTÍCIAS

- O Senhor dos Aneís arrasa por completo os Oscares







E assim foi: numa das mais fracas cerimónias dos últimos anos (sem qualquer chama) e também numa das mais previsíveis, o último capítulo da colossal obra fílmica "O Senhor dos Anéis", arrecadou 11 das 11 estatuetas douradas para as quais estava nomeado, entre outras as de melhor filme, melhor realizador e melhor argumento adaptado. Embora o filme tenha a sua qualidade (indiscutível), não deixo de ficar um bocado irritado com esta atitute estúpida que a academia (e não só) teve ao dar tudo o que podia dar ao terceiro filme da saga realizada por Peter Jackson (quem diria que este senhor de filmes gore estaria em alguma cerimónia dos Oscar ..) - e digo isto por duas coisas: a primeira é que o filme não merecia ter recebido todas (tal como esse filme chamado Titanic) e a segunda é que todos estes prémios surgem com o objectivo de premiar toda a triologia e não apenas o filme em questão (e esta ideia de "filme consagração" dá-me uns ataques de fúria e umas n voltas ao estômago...). Para além disso, à que salientar a soberba (re) entrada em cena do sempre bem disposto Bill Murray; o momento cómico de Will Ferrel e Jack Black); a piada de Adrien Brody acerca do beijo que deu no ano passado a Halle Berry; a homenagem ao realizador/argumentista Black Edwards, aos actores Gregory Peck e Bob Hope e à actriz Katherine Hepburn; a atribuição (mais que justa) a Sofia Coppola pelo seu magnífico argumento (filme : Lost In Translation); e finalmente o reconhecimento devido a um dos grandes actores de Hollywood dos últimos anos: Sean Penn. Quanto a injustiças : Mystic River devia ter ganho pelo menos os Oscares de melhor filme e melhor argumento adaptado (e já nem digo melhor realizador -Clint Eastwood- pois este já venceu no ano do Unforgiven ); Cidade de Deus devia ter ganho para melhor montagem; Good Bye, Lenin! devia ter sido nomeado para o Oscar de melhor filme estrangeiro; e o português Eduardo Serra deivia ter ganho o Oscar de melhor fotografia ( que infelizmente foi para as mãos de Russell Boyd por Master and Commander: The Far Side of the World ). E para o ano há mais ...

Lista de nomeados e vencedores (com *) dos Oscares:

- Actor in a leading role

Johnny Depp in "Pirates of the Caribbean: The Curse of the Black Pearl"
(Buena Vista)

Ben Kingsley in "House of Sand and Fog" (DreamWorks in association with Cobalt Media Group)

Jude Law in "Cold Mountain" (Miramax)

Bill Murray in "Lost in Translation" (Focus Features)

*Sean Penn in "Mystic River" (Warner Bros.)*


- Actor in a supporting role

Alec Baldwin in "The Cooler" (Lions Gate)

Benicio Del Toro in "21 Grams" (Focus Features)

Djimon Hounsou in "In America" (Fox Searchlight/20th Century Fox)

*Tim Robbins in "Mystic River" (Warner Bros.)*

Ken Watanabe in "The Last Samurai" (Warner Bros.)

- Actress in a leading role

Keisha Castle-Hughes in "Whale Rider" (NewMarket Films)

Diane Keaton in "Something's Gotta Give" (Sony Pictures Releasing)

Samantha Morton in "In America" (Fox Searchlight/20th Century Fox)

*Charlize Theron in "Monster" (Newmarket Films)*

Naomi Watts in "21 Grams" (Focus Features)


- Actress in a supporting role

Shohreh Aghdashloo in "House of Sand and Fog" (DreamWorks in association with Cobalt Media Group)

Patricia Clarkson in "Pieces of April" (MGM)

Marcia Gay Harden in "Mystic River" (Warner Bros.)

Holly Hunter in "Thirteen" (Fox Searchlight/20th Century Fox)

*Renée Zellweger in "Cold Mountain" (Miramax)*


- Animated feature film


"Brother Bear" (Buena Vista)

*"Finding Nemo" (Buena Vista)*

"The Triplets of Belleville" (Sony Pictures Classics)


- Art direction

"Girl with a Pearl Earring" (Lions Gate)
Art Direction: Ben Van Os
Set Decoration: Cecile Heideman

"The Last Samurai" (Warner Bros.)
Art Direction: Lilly Kilvert
Set Decoration: Gretchen Rau

*"The Lord of the Rings: The Return of the King" (New Line)*
Art Direction: Grant Major
Set Decoration: Dan Hennah and Alan Lee

"Master and Commander: The Far Side of the World" (20th Century Fox)
Art Direction: William Sandell
Set Decoration: Robert Gould

"Seabiscuit" (Universal/DreamWorks/Spyglass)
Art Direction: Jeannine Oppewall
Set Decoration: Leslie Pope


- Cinematography

"City of God" (Miramax) Cesar Charlone

"Cold Mountain" (Miramax) John Seale

"Girl with a Pearl Earring" (Lions Gate) Eduardo Serra

*"Master and Commander: The Far Side of the World" (20th Century Fox) Russell Boyd*

"Seabiscuit" (Universal/DreamWorks/Spyglass) John Schwartzman


- Costume design

"Girl with a Pearl Earring" (Lions Gate) Dien van Straalen

"The Last Samurai" (Warner Bros.) Ngila Dickson

*"The Lord of the Rings: The Return of the King"* (New Line) Ngila Dickson and Richard Taylor

"Master and Commander: The Far Side of the World" (20th Century Fox) Wendy Stites

"Seabiscuit" (Universal/DreamWorks/Spyglass) Judianna Makovsky


- Directing

"City of God" (Miramax) Fernando Meirelles

*"The Lord of the Rings: The Return of the King"* (New Line) Peter Jackson

"Lost in Translation" (Focus Features) Sofia Coppola

"Master and Commander: The Far Side of the World" (20th Century Fox) Peter Weir

"Mystic River" (Warner Bros.) Clint Eastwood


- Documentary feature

"Balseros" (Seventh Art Releasing)
A Bausan Films S.L. Production
Carlos Bosch and Josep Maria Domenech

"Capturing the Friedmans" (Magnolia Pictures)
A Hit The Ground Running Production
Andrew Jarecki and Marc Smerling

*"The Fog of War"* (Sony Pictures Classics)
A Globe Department Store Production
Errol Morris and Michael Williams

"My Architect" (New Yorker)
A Louis Kahn Project, Inc. Production
Nathaniel Kahn and Susan R. Behr

"The Weather Underground" (Shadow Distribution)
A Free History Project Production
Sam Green and Bill Siegel


- Documentary short subject

"Asylum"
A Constant Communication & Make-do Production
Sandy McLeod and Gini Reticker

*"Chernobyl Heart"*
A Downtown TV Documentaries Production
Maryann DeLeo

"Ferry Tales"
A Penelope Pictures Production
Katja Esson


- Film editing

"City of God" (Miramax) Daniel Rezende

"Cold Mountain" (Miramax) Walter Murch

*"The Lord of the Rings: The Return of the King"* (New Line) Jamie Selkirk

"Master and Commander: The Far Side of the World" (20th Century Fox) Lee Smith

"Seabiscuit" (Universal/DreamWorks/Spyglass) William Goldenberg


- Foreign language film

*"The Barbarian Invasions"*
A Cinémaginaire Inc. Production
Canada

"Evil"
A Moviola Film & Television Production
Sweden

"The Twilight Samurai"
A Shochiku/Nippon Television Network/Sumitomo/Hakuhodo/Nippon Shuppan Hanbai/Eisei Gekijo Production
Japan

"Twin Sisters"
An IdtV Film Production
The Netherlands

"Zelary"
A Total HelpArt T.H.A./Barrandov Studio Production
Czech Republic


- Makeup

*"The Lord of the Rings: The Return of the King"* (New Line)
Richard Taylor and Peter King

"Master and Commander: The Far Side of the World" (20th Century Fox) Edouard Henriques III and Yolanda Toussieng

"Pirates of the Caribbean: The Curse of the Black Pearl" (Buena Vista)
Ve Neill and Martin Samuel


- Music (original score)

"Big Fish" (Sony Pictures Releasing) Danny Elfman

"Cold Mountain" (Miramax) Gabriel Yared

"Finding Nemo" (Buena Vista) Thomas Newman

"House of Sand and Fog" (DreamWorks in association with Cobalt Media Group) James Horner

*"The Lord of the Rings: The Return of the King"* (New Line) Howard Shore


- Music (original song)

"Into the West" from *"The Lord of the Rings: The Return of the King"* (New Line)
Music and Lyric by Fran Walsh and Howard Shore and Annie Lennox

"A Kiss at the End of the Rainbow" from "A Mighty Wind" (Warner Bros.)
Music and Lyric by Michael McKean and Annette O'Toole

"Scarlet Tide" from "Cold Mountain" (Miramax)
Music and Lyric by T Bone Burnett and Elvis Costello

"Belleville Rendez-vous" from "The Triplets of Belleville" (Sony Pictures Classics)
Music by Benoit Charest
Lyric by Sylvain Chomet

"You Will Be My Ain True Love" from "Cold Mountain" (Miramax)
Music and Lyric by Sting


- Best picture

*"The Lord of the Rings: The Return of the King"* (New Line)
A Wingnut Films Production
Barrie M. Osborne, Peter Jackson and Fran Walsh, Producers

"Lost in Translation" (Focus Features)
An American Zoetrope/Elemental Films Production
Ross Katz and Sofia Coppola, Producers

"Master and Commander: The Far Side of the World" (20th Century Fox)
A 20th Century Fox and Universal Pictures and Miramax Films Production
Samuel Goldwyn, Jr., Peter Weir and Duncan Henderson, Producers

"Mystic River" (Warner Bros.)
A Warner Bros. Pictures Production
Robert Lorenz, Judie G. Hoyt and Clint Eastwood, Producers

"Seabiscuit" (Universal/DreamWorks/Spyglass)
A Universal Pictures/DreamWorks Pictures/Spyglass Entertainment Production
Kathleen Kennedy, Frank Marshall and Gary Ross, Producers


- Short film (animated)

"Boundin'"
A Pixar Animation Studios Production
Bud Luckey

"Destino" (Buena Vista)
A Walt Disney Pictures Production
Dominique Monfery and Roy Edward Disney


"Gone Nutty" (20th Century Fox)
A Blue Sky Studios Production
Carlos Saldanha and John C. Donkin


*"Harvie Krumpet"*
A Melodrama Pictures Production
Adam Elliot


"Nibbles"
An Acme Filmworks Production
Chris Hinton


- Short film (live action)

"Die Rote Jacke (The Red Jacket)"
A Hamburger Filmwerkstatt Production
Florian Baxmeyer

"Most (The Bridge)"
An Eastwind Films Production
Bobby Garabedian and William Zabka

"Squash"
A Tetramedia Production
Lionel Bailliu

"(A) Torzija [(A) Torsion]"
A Studio Arkadena Production
Stefan Arsenijevic

*"Two Soldiers"*
A Shoe Clerk Picture Company Production
Aaron Schneider and Andrew J. Sacks


- Sound editing

"Finding Nemo" (Buena Vista) Gary Rydstrom and Michael Silvers

*"Master and Commander: The Far Side of the World"* (20th Century Fox) Richard King

"Pirates of the Caribbean: The Curse of the Black Pearl" (Buena Vista) Christopher Boyes and George Watters II


- Sound mixing

"The Last Samurai" (Warner Bros.) Andy Nelson, Anna Behlmer and Jeff Wexler

*"The Lord of the Rings: The Return of the King"* (New Line) Christopher Boyes, Michael Semanick, Michael Hedges and Hammond Peek

"Master and Commander: The Far Side of the World" (20th Century Fox) Paul Massey, D.M. Hemphill and Arthur Rochester

"Pirates of the Caribbean: The Curse of the Black Pearl " (Buena Vista) Christopher Boyes, David Parker, David Campbell and Lee Orloff

"Seabiscuit" (Universal/DreamWorks/Spyglass) Andy Nelson, Anna Behlmer and Tod A. Maitland


- Visual effects

*"The Lord of the Rings: The Return of the King"* (New Line) Jim Rygiel, Joe Letteri, Randall William Cook and Alex Funke

"Master and Commander: The Far Side of the World" (20th Century Fox) Dan Sudick, Stefen Fangmeier, Nathan McGuinness and Robert Stromberg

"Pirates of the Caribbean: The Curse of the Black Pearl" (Buena Vista) John Knoll, Hal Hickel, Charles Gibson and Terry Frazee


- Adapted Screenplay

"American Splendor" (HBO Films in association with Fine Line Features) Written by Robert Pulcini & Shari Springer Berman

"City of God" (Miramax) Screenplay by Braulio Mantovani

*"The Lord of the Rings: The Return of the King"* (New Line) Screenplay by Fran Walsh, Philippa Boyens & Peter Jackson

"Mystic River" (Warner Bros.) Screenplay by Brian Helgeland

"Seabiscuit" (Universal/DreamWorks/Spyglass) Written for the Screen by Gary Ross


- Original Screenplay

"The Barbarian Invasions" (Miramax) Written by Denys Arcand

"Dirty Pretty Things" (Miramax and BBC Films) Written by Steven Knight

"Finding Nemo" (Buena Vista) Screenplay by Andrew Stanton, Bob Peterson
and David Reynolds Original Story by Andrew Stanton

"In America" (Fox Searchlight/20th Century Fox) Written by Jim Sheridan & Naomi Sheridan & Kirsten Sheridan

*"Lost in Translation"* (Focus Features) Written by Sofia Coppola

Cumprimentos cinéfilos,
Tiago Teixeira.

Segunda-feira, Fevereiro 23, 2004

NOTÍCIAS

- Trailer falso de «O Hobbit» é sucesso na Internet

Pode ser falso, mas, utilizando imagens de «O Senhor dos Anéis: A Irmandade do Anel» e «Dragonslayer» (um filme de 1981), um jovem estudante norte-americano ajuda a alimentar o sonho de ver outra obra de Tolkien adaptada ao grande ecrã. O trailer de «The Hobbit» tem sido o grande sucesso na Internet das últimas semanas.

Para todos os que lamentam neste momento não existir no próximo Natal nenhum filme sobre acontecimentos na Terra Média, o estudante norte-americano Steve Latham, de 26 anos e finalista em Cinema e Vídeo pela Universidade de Oklahoma, imaginou um "teaser" de proporsões épicas para o filme que até já Peter Jackson deseja adaptar ao cinema: «The Hobbit».

Actualmente a trabalhar numa loja de mobílias em Norman, Oklahoma, Latham afirmou, em declarações à imprensa, que não se importa de realizar o filme caso Jackson não esteja disponível: "Afinal de contas, acho que Peter Jackson e a New Line ainda devem ter todo o guarda-roupa e cenários, e podíamos usar alguns dos mesmos actores". Após uma pausa, acrescentou: "e acho que o filme faria imenso dinheiro também".

A ilusão é de tal forma perfeita que o trailer começa com o logotipo da New Line Cinema, a produtora do filme, e inclui imagens de Elfos, grandes cadeias montanhosas, lagos em chamas, além de, naturalmente, Gollum e Baggins em batalha pelo poderoso anel. São também referidos os actores principais do filme -Ian Holm, Ian McKellen e Andy Serkis-, e até uma data concreta de estreia: 19 de Dezembro de 2006.

O trailer ficou pronto a 15 de Março de 2003, mas só agora começou a ter ampla divulgação, graças à Internet. De acordo com informações do seu site pessoal, Natham é um aspirante a montador que criou o trailer no seu computador pessoal recorrendo a imagens de «O Senhor dos Anéis: A Irmandade do Anel» e um filme de 1981 chamado «Dragonslayer». A música utilizada é a do filme «Requiem for a Dream», de Clint Mansell, cujo remix do "Requiem Overture (Orchestra Version)" arriscamos dizer ser já mais conhecido que o filme realizado por Darren Aronofsky, já que também foi utilizada num dos trailers oficiais de «O Senhor dos Anéis: As Duas Torres».

Em relação ao filme «The Hobbit», a espera ainda deve ser longa, embora tudo leve a crer que a produção deverá ir em frente, mas naturalmente apenas após Peter Jackson terminar as filmagens do remake de «King Kong». Jackson, depois do cansaço inicial com a trilogia, demonstrou em Dezembro que estava definitivamente interessado no projecto quando disse que "seria estranho que fosse outra pessoa a fazê-lo. E também penso que, para fazer justiça a «The Hobbit», seria óptimo trazer de volta alguns dos mesmos actores. (Associated Press). Contudo, como «King Kong» não deverá começar a ser filmado na Nova Zelândia antes do início de 2005, para ser lançado no final desse ano, o realizador não estará disponível, na melhor das hipóteses, antes de 2006.

Até lá, há muito tempo para resolver uma complicação muito maior do que a indisponibilidade temporal de Peter Jackson. É que os direitos sobre o romance «O Hobbit» foram vendidos em 1969 à United Artists, que agora é uma divisão da MGM, para serem subsequentemente adquiridos pela produtora Saul Zaentz Co., que por sua vez os vendeu à New Line nos anos 90. O problema é que a New Line tem os direitos para fazer o filme, mas os direitos de distribuição continuam, por algo não acautelado, na posse da MGM/United Artists. Como disse Eric Kops, um porta-voz da MGM, em termos simplificados, "a New Line pode fazer filme, mas não o pode distribuir nas salas de cinema". Daí que o estúdio da New Line esteja em negociações muito complicadas com a MGM.

Mas o projecto em si tem algo a seu favor para os dois estúdios se entenderem: dinheiro, muito dinheiro. Segundo dados de 8 de Fevereiro, «O Regresso do Rei» rendeu 578 milhões de dólares a nível mundial e os três filmes combinados mais de 2,3 biliões desde 2001. A pressão para que os estúdios se entenderem é tão grande que quando cresceram os rumores de que existia resistência por parte dos herdeiros de Tolkien em relação ao filme, estes foram obrigados a lançar um comunicado a negar que estavam a tentar obstruir a realização do projecto.

Convém que os fans continuem a seguir o projecto «The Hobbit» por vários sites de Internet, nomeadamente Thehobbit-movie.com e, até à sua concretização, podem ir-se contentando com este trailer falso em Lathamfilms.com.

- Argumentistas premeiam Coppola e «American Splendor»







Imagens do logo da WGA e dos filmes «American Splendor» e «Lost in Translation»

«American Splendor», sobre o autor de uma banda desenhada sobre a sua própria vida, e «Lost in Translation - O Amor É Um Lugar Estranho», sobre um par de norte-americanos deslocados em Tóquio, foram as histórias que receberam as maiores honras da associação de argumentistas de Hollywood numa cerimónia que teve lugar este sábado, simultaneamente em Los Angeles e Nova Iorque.

«American Splendor», um filme que estreia nas salas portuguesas através da Atalanta Filmes a 4 de Março , recebeu o prémio para melhor argumento adaptado, escrito por Robert Pulcini e Shari Springer Berman, que também são os realizadores. Este filme envolve as desventuras de Harvey Pekar, um autor de banda desenhada sobre a sua própria vida, e bateu as adaptações ao cinema de «O Senhor dos Anéis: O Regresso do Rei», «Cold Mountain», «Mystic River» e «Nascido Para Ganhar».

«Lost In Translation - O Amor É Um Lugar Estranho», recebeu o prémio por melhor argumento original. A autora, a também realizadora Sofia Coppola, referiu nos agradecimentos que tinha sido um argumento difícil de escrever e que era bastante encorajador e excitante receber o prémio. Ficaram de fora «Joga como Beckham», «Estranhos de Passagem», «Na América» e «The Station Agent».

Nos últimos 12 anos, 8 dos vencedores do Writers Guild of America (WGA) para argumento adaptado receberam o respectivo Oscar, o mesmo acontecendo com sete dos que ganharam na categoria de argumento original.

- «As Invasões Bárbaras» vence Césares



Imagem do grande vencedor da noite, o filme «As Invasões Bárbaras»

«As Invasões Bárbaras» ganhou o César de melhor filme francês de 2003. Os Césares, prémios da Academia francesa de cinema — Académie des Arts et Techniques du Cinéma —, foram atribuídos este sábado, 21 de Fevereiro, numa cerimónia presidida pela actriz Fanny Ardant.

«As Invasões Bárbaras», de Denys Arcand, arrebatou três Césares — melhor filme, melhor realizador e argumento —, tendo sido o mais premiado da noite.

A continuação de «O Declínio do Império Americado» teve de partilhar o protagonismo da noite com «Bon Voyage», de Jean-Paul Rappeneau e protagonizado por Isabelle Adjani e Gérard Depardieu, que recebeu também três prémios: melhor jovem esperança masculina (Gregori Derangère), fotografia e cenário; e «Pas sur la Bouche», de Alain Resnais, que conta com as participações de Sabine Azéma, Gilberte Valandray e Audrey Tautou, vencedor dos Césares para melhor actor secundário, guarda-roupa e som.

«Mytic River», de Clint Eastwood, recebeu o César de melhor filme estrangeiro (vencendo «Elephant», «Gangs de Nova Iorque», «O Regresso» e «As Horas»), enquanto que «Adeus Lenine!», de Wolfgang Becker, voltou a arrecadar mais um prémio, neste caso o de melhor filme da União Europeia (contra «Respiro», «Dogville», «As Irmãs de Maria Madalena» e «Nos Meilleures Années»).

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PALMARÉS DA 29.ª EDIÇÃO DOS CÉSARES

MELHOR FILME - «As Invasões Bárbaras»

MELHOR REALIZADOR - Denys Arcand, «As Invasões Bárbaras»

MELHOR ACTOR - Omar Sharif, «Monsieur Ibrahim et les fleurs du Coran»

MELHOR ACTRIZ - Sylvie Testud, «Stupeur et Tremblements»

MELHOR ACTOR SECUNDÁRIO - Darry Cowl, «Pas sur la Bouche»

MELHOR ACTRIZ SECUNDÁRIA - Julie Depardieu, «La Petite Lili»

MELHOR JOVEM ESPERANÇA MASCULINA - Gregori Derangère, «Bon Voyage»

MELHOR JOVEM ESPERANÇA FEMININA - Julie Depardieu, «La Petite Lili»

MELHOR ARGUMENTO - Denys Arcand, «As Invasões Bárbaras»

MELHOR SOM - Jean-Marie Blondel, Gerard Hardy e Gérard Lamps, «Pas sur la Bouche»

MELHOR MONTAGEM - Danielle Anezin, Valérie Loiseleux e Ludo Troch, «Un Couple Épatant Cavale Après la Vie»

MELHOR GUARDA-ROUPA - Jackie Budin, «Pas sur la Bouche»

MELHOR CENÁRIO - Jacques Rouxel e Catherine Leterrier, «Bon Voyage»

MELHOR FOTOGRAFIA - Thierry Arbogast, «Bon Voyage»

MELHOR MÚSICA - Benoît Charest, «Les Triplettes de Belleville»

MELHOR PRIMEIRA OBRA DE FICÇÃO - «Depuis qu`Otar Est Parti...», de Julie Bertuccelli

MELHOR CURTA-METRAGEM - «L`homme Sans Tête», de Juan Solanas

MELHOR FILME DA UNIÃO EUROPEIA - «Adeus Lenine!», de Wolfgang Becker

MELHOR FILME ESTRANGEIRO - «Mystic River», de Clin Eastwood

- Johnny Depp vencedor-surpresa nos Screen Actors Guild

Os SAG - Screen Actors Guild Awards, prémios da indústria que apenas premeiam actores, decidiram relançar a corrida para o Oscar de Melhor Actor e tornar muito mais interessante a parte final da cerimónia que terá lugar já no próximo domingo, 29 de Fevereiro.

Nos últimos dois meses, a categoria de melhor actor principal tinha sido tão previsível como as restantes de interpretação: Sean Penn ou Bill Murray... os Globos de Ouro até conseguiram premiar ambos. O vencedor da última corrida entre Sean Penn, por «Mystic River», e Bill Murray, por «Lost in Translation - O Amor é Um Lugar Estranho», que tem entretido a temporada é... Johnny Depp, por «Piratas das Caraíbas: A Maldição do Pérola Negra», pela sua impersonalização de Keith Richards.

Al Pacino recebeu o prémio pelo actor, que não estava presente, traduziu por palavras a surpresa que se apossou da sala, quando se declarou "bastante surpreendido e emocionado", já que Depp fez "tantos papéis interessantes ao longo dos anos que ganhou a reputação de ser bizarro, mas ele realmente não o é. Ele é um grande actor". Al Pacino trabalhou com Johnny Depp em «Donnie Brasco» (1997), de Mike Newell. Registe-se que Depp, em sondagem desta segunda-feira, 23 de Fevereiro, no Internet Movie Database, é o nomeado que "corre por fora" na corrida aos Oscares que os visitantes mais estão a torcer para que ganhe o Oscar de Melhor Actor, com 50% dos votos. Os SAG podem não ser votados pelo público, mas parece claro que Depp tem muitos fans.

Para além desta surpresa, o convencional dominou a cerimónia que teve lugar este domingo, 22 de Fevereiro, tanto nos prémios entregues na área de cinema como de televisão. Charlize Theron foi considerada a melhor actriz por «Monstro», Renée Zellweger foi a melhor actriz secundária por «Cold Mountain» e Tim Robbins o melhor actor secundário por «Mystic River». O elenco por detrás de três filmes de «O Senhor dos Anéis» recebeu o prémio de melhor elenco. Para recordar, a lista de nomeados está aqui.

O ano passado, apenas Catherine Zeta-Jones conseguiu converter o seu prémio nesta cerimónia num Oscar, por «Chicago». Contudo, os SAG são considerados os maiores indicadores das nomeações aos Óscares após os Globos de Ouro, quanto mais não seja porque os actores são o maior sector de votantes para os Oscares, com 1300 membros entre os actuais 5800 que votam para os prémios da Academia.

Em televisão, «Sete Palmos de Terra» recebeu dois prémios, pelo elenco em série dramática e para Frances Conroy como melhor actriz. O épico «Angels in America» (ver arquivo CINEMA2000) também recebeu dois prémios, pelas interpretações de Al Pacino e Meryl Streep.

O Prémio de Carreira foi entregue por Michael Douglas a Karl Malden, Oscar de melhor actor secundário em 1951, por «Um Eléctrico Chamado Desejo», que já conta com 91 anos.

*****

Lista completa de premiados na 10.ª edição dos Prémios Screen Actors Guild:


CINEMA

Melhor Actor Principal: Johnny Depp, «Piratas das Caraíbas: A Maldição do Pérola Negra»;

Melhor Actriz Principal: Charlize Theron, «Monstro»;

Melhor Actor Secundário: Tim Robbins, «Mystic River»;

Melhor Actriz Secundária: Renée Zellweger, «Cold Mountain».

Elenco: «O Senhor dos Anéis - O Regresso do Rei»;


TELEVISÃO

Melhor Actor, Drama: Kiefer Sutherland, «24»

Melhor Actriz, Drama: Frances Conroy, «Sete Palmos de Terra»

Melhor Actor, Comédia: Tony Shalhoub, «Monk»

Melhor Actriz, Comédia: Megan Mullally, «Will & Grace»

Elenco, Drama: «Sete Palmos de Terra»

Elenco, Comédia: «Sexo na Cidade»

Melhor Actor, telefilme ou mini-série: Al Pacino, «Angels in America»

Melhor Actriz, telefilme ou mini-série: Meryl Streep, «Angels in America»

Prémio de Carreira: Karl Malden

- Animação agita Hollywood



Depois do sucesso do recordista de bilheteiras “Finding Nemo” em 2003, o cinema de animação continua a mexer em Hollywood. A Dreamworks prepara para Outubro a estreia de "SharkTale", ao passo que a Disney prepara "Madagascar”.
Para já, a DreamWorks registou já o título "Rex Havoc And The Atomics" pelo que se prevê já um novo projecto na calha. Antecipando os passos da concorrência, e dos seus próprios projectos, o estúdio liderado por Steven Spielberg registou mais de 30 nomes de websites relacionados com este nome.
Aliás esta começa a ser uma prática corrente da DreamWorks, que regista inumeros domínios na internet antecipando os seus próprios projectos. Ficamos para já a aguardar as novidades da DreamWorks, sendo que notícias recentes apontam o registo de títulos como "Giant Gingy" e "Mike of Arabia".

Cumprimentos cinéfilos,

Tiago Teixeira.

Sábado, Fevereiro 07, 2004

NOTÍCIAS

- Fantasporto em números



Entre 16 de Fevereiro e 1 de Março decorrerá assim a 24ª edição do Festival Internacional de Cinema do Porto/Fantasporto'2004.

Os números deste Fantas são de novo impressionantes.

Tem um orçamento de cerca de 900 mil euros, sendo quinhentos e cinquenta mil euros avaliados em serviços e 335 mil euros em entradas directas de patrocínios, subsídios e bilheteira. Durante 16 dias, em 4 salas do Grande Porto a próxima edição do Fantas terá cerca de 200 sessões de cinema mais de 150 longas metragens e cerca 50 curtas metragens. São 2,5 toneladas de filmes para um total de 200 kilómetros de filme.

Uma outra curiosidade - se todos os filmes fossem exibidos em contínuo (durante as 24 horas de um dia) numa mesma sala de cinema as máquinas deveriam queimar, pois seriam necessários 45 dias de projecções contínuas!

Um outro dado interessante - tendo em conta o número médio de espectadores do Festival nos últimos 5 anos - cerca de 100.000, poder-se-á dizer que, tendo em conta os apoios financeiros recebidos o Estado Português investe por espectador no Fantasporto cerca de 2 Euros, a Autarquia, 0.60 Euros e o Fantasporto, tendo por base os apoios privados recebidos, receitas directas e permutas "investe" por espectador no Festival 6.50 Euros. E já agora que o Fantas tem os filmes das secções oficiais legendados em português dever-se-á dizer que há cinco tradutoras profissionais a fazer a legendagem dos filmes e seis pessoas a inserirem as legendas em computador para que tudo corra a 100%. Convidados portugueses e estrangeiros serão cerca de 400. Comunicação Social com cerca de 200 acreditados. 4 hoteis e apoio estratégico de cerca de 120 pessoas na organização do certame.

O Festival decorrerá como habitualmente no Rivoli Teatro Municipal, naturalmente o centro nevrálgico de toda a estrutura do certame. Tal como no ano passado o Festival ocupará 1 sala do Complexo AMC Arrábida 20 no Arrábida Shopping, garantindo assim a possibilidade de muitos espectadores poderem neste espaço cinematográfico do Grande Porto, assistir, em condições excepcionais de qualidade, à projecção de um grande núcleo dos filmes que, o Fantasporto apresentará. A Festa do Fantasporto, denominada Baile dos Vampiros terá lugar no Teatro Sá da Bandeira, no dia 23 de Fevereiro.

- Vin Diesel protagoniza novo filme de Spike Lee?



Após o aclamado 25ªth Hour (A Última Hora), Spike Lee está já a trabalhar num novo projecto. Segundo o site Aint-it-Cool, o próximo filme de Lee conta a história do pugilista Joe Louis e a sua competição com o pugilista germânico Max Schmeling, um pouco antes da 2ª Guerra Mundial.
O argumento está a cargo do próprio Lee em parceria com Budd Schulberg. Apesar de ser apenas um rumor, Vin Diesel é já apontado com um dos actores que fará parte do elenco.

Cumprimentos cinéfilos,
Tiago Teixeira.

P.S:

Por falta de tempo não tenho actualizado regularmente o meu blog.

Com tal peço desculpa pelo inconveniente.

Quarta-feira, Janeiro 28, 2004

NOTÍCIAS

«Senhor dos Anéis : O Regresso do Rei» dominam Globos de Ouro













Imagens dos filmes «O Senhor dos Anéis - O Regresso do Rei», «Lost in translation - O Amor é um Lugar Estranho», «Mystic River», «Alguém Tem Que Ceder» e «Monster»

Quando era madrugada de segunda-feira, a comunidade cinematográfica e televisiva reuniu-se para a cerimónia considerada precursora para as chances de obter um Oscar: os Globos de Ouro, que coroaram na sua 61.ª edição «O Senhor dos Anéis: O Regresso do Rei».

Numa cerimónia cujos prémios acabaram por se revelar previsíveis, o épico de fantasia recebeu 4 Globos de Ouro ou seja, ganhou em todas as categorias para que estava nomeado, incluindo melhor filme dramático e melhor realizador. Logo a seguir, com 3 prémios, ficou «Lost in Translation - O Amor É Um Lugar Estranho»: melhor filme em comédia ou musical, melhor argumento e melhor actor em comédia ou musical, estes últimos para Sofia Coppola e Bill Murray.

Pensa-se que Russel Crowe cancelou quaisquer chances de ganhar um segundo Oscar por «Uma Mente Brilhante» pelo seu comportamento na cerimónia dos BAFTA em 2002. Se o "comportamento" de um actor neste período é tão importante como a representação pela qual se é nomeado, então Bill Murray alimentou bastante as suas chances de ganhar um Oscar graças ao melhor discurso da noite:

"Podem estar descansados, despedi o meu agente há dois meses atrás. E o meu preparador físico matou-se. E agradeceria às pessoas da Universal e da Focus, excepto que há tanta gente a tentar tomar o crédito por isto que não saberia por onde começar.

Quero agradecer à minha esposa por tomar conta da nossa casa e das nossas crianças todo o tempo que estou fora. E estou fora agora, num barco condenado chamado «The Life Aquatic», ainda a filmar em Roma, Itália. Eles estão a receber isto num feed hoje à noite. Gostaria de agradecer também à Sofia Coppola por escrever um filme que foi tão bom que todos os actores nesta sala dizem «aquele filho da mãe sortudo. Podia ter sido eu lá em cima com aquela maldita coisa.» Obrigado.

Gostava também de destacar os outros distintos membros da categoria comédia ou musical em que estou esta noite. Mas acho que demasiadas vezes nos esquecemos dos nossos irmãos do outro lado. Os actores dramáticos. E só gostava de dizer que se, sem eles, de onde viriam os nossos dramas de guerra, miséria e psicológicos? Não os esqueçamos esta noite. Obrigado.
"

Também «Mystic River», foi premiado em duas categorias fortíssimas, as de melhor actor e melhor actor secundário em drama, para Sean Penn (ausente) e Tim Robbins.

«Cold Mountain» estava nomeado para 8 Globos de Ouro, mas teve de se consolar apenas com a vitória de Renée Zellweger como actriz secundária. A actriz não conseguiu evitar fazer mais um prolongado e doloroso discurso de agradecimento que parecia mais preparado do que genuíno, algo que foi bastante criticado o ano passado, quando ganhou por «Chicago». Contudo, pode-se dizer que a actriz simplesmente não marcou a diferença numa cerimónia algo aborrecida e com discursos maçadores.

Charlize Theron ganhou como actriz dramática por «Monster» e Diane Keaton como actriz em comédia, por «Alguém Tem Que Ceder», agradecendo ter-se apostado numa relação entre duas pessoas (ela e Jack Nicholson) cujas idades somam 125 anos.

«Master and Commander» não ganhou nenhum prémio, mas pode consolar-se de ter recebido o elogio de Robin Williams, que considerou aquele o melhor filme do género desde «Popeye».

«Angels in America» (ver arquivo) dominou em televisão, juntamente com «A Empresa» e «24» (ambas em exibição n´ 2).

*****

Lista completa de vencedores em cinema:

Filme (Drama): «O Senhor dos Anéis - O Regresso do Rei».

Actriz (Drama): Charlize Theron, «Monster».

Actor (Drama): Sean Penn, «Mystic River»

Filme (Musical ou Comédia): «Lost in translation - O Amor é um Lugar Estranho».

Actriz (Musical ou Comédia): Diane Keaton, «Alguém Tem Que Ceder».

Actor (Musical ou Comédia): Bill Murray, «Lost in Translation - O Amor É Um Lugar Estranho».

Filme Estrangeiro: «Osama» (Afeganistão).

Actriz Secundária: Renée Zellweger, «Cold Mountain».

Actor Secundário: Tim Robbins, «Mystic River».

Realização: Peter Jackson, «O Senhor dos Anéis - O Regresso do Rei».

Argumento: Sofia Coppola, «Lost in Translation - O Amor É Um Lugar Estranho».

Banda Sonora: Howard Shore, «O Senhor dos Anéis - O Regresso do Rei».

Canção: "Into the West", de «O Senhor dos Anéis - O Regresso do Rei».

- Nomeações Oscares 2004

Foram apresentadas às 13:38 (hora de Lisboa) pelo presidente da Academia, Frank Pierson, e Sigourney Weaver, as principais nomeações para a edição deste ano dos Oscares. O CINEMA2000 disponibiliza a lista total das nomeações (mais tarde os documentários e curtas-metragens).




Imagem do filme mais nomeado para os Oscares : «O Senhor dos Anéis : O Regresso do Rei»

«O Senhor dos Anéis: O Regresso do Rei» - 11 nomeações
«Master and Commander: O Lado Longínquo do Mundo» - 10 nomeações
«Cold Mountain» - 7 nomeações
«Nascido para Ganhar» - 7 nomeações
«Mystic River» - 6 nomeações
«Piratas das Caraíbas: A Maldição do Pérola Negra» - 5 nomeações
«Cidade de Deus» - 4 nomeações
«À Procura de Nemo» - 4 nomeações
«O Último Samurai» - 4 nomeações
«Lost in Translation - O Amor É Um Lugar Estranho» - 4 nomeações
«Rapariga com Brinco de Pérola» - 3 nomeações
«Uma Casa na Bruma» - 3 nomeações
«Na América» - 3 nomeações
«As Invasões Bárbaras» - 2 nomeações
«Les Triplettes de Belleville» - 2 nomeações
«21 Gramas» - 2 nomeações


* Keisha Castle-Hughes é a mais jovem actriz de sempre a ser nomeada para o Oscar de melhor actriz: 13 anos.

* Eduardo Serra foi nomeado para o Oscar de melhor fotografia («Rapariga com Brinco de Pérola»).

* «Na América conseguiu concretizar três merecidas nomeações, «21 Gramas duas.

*«Cidade de Deus» tornou-se o mais nomeado filme brasileiro de sempre. «Adeus Lenine» e «Osama» não foram nomeados para melhor filme estrangeiro.

* «Capturing the Friedmans», que estreia a 26 de Fevereiro, foi nomeado para melhor documentário.

* «Nascido para Ganhar» confirmou o destaque que vinha recebendo nas últimas semanas.

* «Cold Mountain», reuniu 7 nomeações, mas falhou melhor filme.

* «American Splendor» apenas conseguiu ser nomeado para argumento adaptado.

* Nicole Kidman, Tom Cruise, Scarlett Johansson, Jennifer Connely, Russell Crowe, Sean Astin, Albert Finney e Evan Rachel Wood são as maiores ausências.

* Os últimos dois filmes «Matrix» não conseguiram qualquer nomeação.

*****

Melhor Filme:
«O Senhor dos Anéis - O Regresso do Rei»
«Master and Commander: O Lado Longínquo do Mundo»
«Mystic River»
«Nascido para Ganhar»
«Lost in Translation - O Amor É Um Lugar Estranho»


Melhor Realização:
Fernando Meirelles, «Cidade de Deus»
Sofia Coppola, «Lost in Translation - O Amor É Um Lugar Estranho»
Clint Eastwood, «Mystic River»
Peter Jackson, «O Senhor dos Anéis - O Regresso do Rei»
Peter Weir, «Master and Commander: O Lado Longínquo do Mundo»


Melhor Actor:
Johnny Depp, «Piratas das Caraíbas: A Maldição do Pérola Negra»
Ben Kingsley, «House of Sand and Fog»
Jude Law, «Cold Mountain»
Bill Murray, «Lost in Translation - O Amor É Um Lugar Estranho»
Sean Penn, «Mystic River»


Melhor Actriz:
Keisha Castle-Hughes, «A Domadora de Baleias»
Diane Keaton, «Something`s Gotta Give»
Samantha Morton, «Na América»
Charlize Theron, «Monster»;
Naomi Watts, «21 Gramas»


Melhor Actor Secundário:
Alec Baldwin, «The Cooler»
Benicio Del Toro, «21 Gramas»
Djimon Hounsou, «Na América»
Tim Robbins, «Mystic River»
Ken Watanabe, «O Último Samurai»


Melhor Actriz Secundária:
Shohreh Aghdashloo, «Uma Casa na Bruma»
Patricia Clarkson, «Pieces of April»
Marcia Gay Harden, «Mystic River»
Holly Hunter, «Treze»
Renée Zellweger, «Cold Mountain»


Melhor Filme Estrangeiro:
«As Invasões Bárbaras» (Canadá)
«Twilight Samurai» (Japão)
«Evil» (Suécia)
«Twin Sisters» (Holanda)
«Zelary» (República Checa)


Melhor Argumento original:
«À Procura de Nemo»
«As Invasões Bárbaras»
«Estranhos de Passagem»
«Na América»
«Lost in Translation - O Amor É Um Lugar Estranho»


Melhor Argumento Adaptado:
«American Splendor»
«Cidade de Deus»
«O Senhor dos Anéis: O Regresso do Rei»
«Mystic River»
«Nascido para Ganhar»


Melhor Filme de Animação:
«À Procura de Nemo»
«Brother Bear»
«Les Triplettes de Belleville»


Melhor Direcção Artística:
«Master and Commander: O Lado Longínquo do Mundo»
«Nascido Para Ganhar»
«O Senhor dos Anéis: O Regresso do Rei»
«O Último Samurai»
«Rapariga com Brinco de Pérola»


Melhor Fotografia :
«Cidade de Deus»
«Cold Mountain»
«Master and Commander: O Lado Longínquo do Mundo»
«Nascido Para Ganhar»
«Rapariga com Brinco de Pérola»


Melhor Guarda-Roupa:
«Master and Commander: O Lado Longínquo do Mundo»
«Nascido Para Ganhar»
«O Senhor dos Anéis: O Regresso do Rei»
«O Último Samurai»
«Rapariga com Brinco de Pérola»


Melhor Montagem:
«Cidade de Deus»
«Cold Mountain
«Master and Commander: O Lado Longínquo do Mundo»
«O Senhor dos Anéis: O Regresso do Rei»
«Nascido Para Ganhar»


Melhor Caracterização:
«Master and Commander: O Lado Longínquo do Mundo»
«O Senhor dos Anéis: O Regresso do Rei»
«Piratas das Caraíbas: A Maldição do Pérola Negra»


Melhor Banda Sonora:
«À Procura de Nemo»
«Cold Mountain»
«O Grande Peixe»
«Uma Casa Na Bruma»
«O Senhor dos Anéis: O Regresso do Rei»


Melhor Canção:
"Into the West" - «O Senhor dos Anéis: O Regresso do Rei»
"A Kiss at the End of the Rainbow" - «A Mighty Wind»
"Scarlet Tide" - «Cold Mountain
"Les Triplettes de Belleville" - «Les Triplettes de Belleville»
"You Will Be My Ain True Love" - ««Cold Mountain»


Melhor Som:
«Master and Commander: O Lado Longínquo do Mundo»
«Nascido Para Ganhar»
«O Senhor dos Anéis: O Regresso do Rei»
«O Último Samurai»
«Piratas das Caraíbas: A Maldição do Pérola Negra»


Melhor Montagem de Som:
«À Procura de Nemo»
«Master and Commander: O Lado Longínquo do Mundo»
«Piratas das Caraíbas: A Maldição do Pérola Negra»


Melhores Efeitos Visuais:
«Master and Commander: O Lado Longínquo do Mundo»
«O Senhor dos Anéis: O Regresso do Rei»
«Piratas das Caraíbas: A Maldição do Pérola Negra»


27-01-2004

Fonte : Cinema2000

Cumprimentos cinéfilos,
Tiago Teixeira.

Quarta-feira, Janeiro 21, 2004

NOTÍCIAS

- 2046 : disponível para estrear

Em 1999, Wong Kar-Wai dirigiu Tony Leung e Maggie Cheung em "Disponível Para Amar", que concorreu à Palma de Ouro no Festival de Cannes. Agora, parece que a sua continuação, anunciada há 4 anos, está finalmente concluída e com data de estreia marcada.









Imagens dos filmes "Disponível para Amar", "Chunking Express", "Felizes Juntos" e Infernal Affairs (de cima para baixo)

O filme original estreou em Portugal a 6 de Abril de 2001, motivando grandes paixões por parte da crítica e do público. No ano anterior, Wong Kar-Wai (Chungking Express) tinha anunciado que voltaria a pegar nas personagens principais, Chow Mo-wan (Tony Leung Chiu Wai), um editor de jornal, e Su Li-zhen (Maggie Cheung), a sua vizinha, em 2046, quando Chow se torna escritor. Um dos livros que escreve é baseado nos relacionamentos que ele presenciou ao longo da vida, falando sobre homens e mulheres, amor e sexo, passado e futuro. O título do filme também se refere ao número do quarto de hotel onde ele fica hospedado.

De acordo com o site Ain’t It Cool News, o filme, de grande orçamento, só agora concluiu as filmagens em Xangai e Hong Kong, viajando o realizador para França no próximo mês para tratar da pós-produção. A distribuidora chinesa Xin Ying Lian Film Co. anunciou oficialmente que o lançamento está previsto para Maio na China. Pouco depois, é esperada a sua estreia no Festival de Cannes, onde Wong Kar-wai foi eleito melhor realizador em 1997, por Happy Together, também com Tony Leung Chiu Wai.

Christopher Doyle é o director de fotografia, no que é a sua 6.ª colaboração com o realizador Kar-wai. Ele, assim como o resto da equipa, teve direito apenas a saber em linhas gerais o enredo do projecto, já que, como é habitual com o realizador, a sua produção iniciou-se sem um argumento. Participam ainda em 2046 Zhang Ziyi ("O Tigre e o Dragão"), Faye Wong (Chungking Express) e Takuya Kimura.

Tony Leung Chiu Wai e Maggie Cheung foram vistos pela última vez nas salas portuguesas no épico "Herói". O próximo filme de Tony Leung estreia a 5 de Fevereiro em Portugal: "Infiltrados" (Infernal Affairs), um estrondoso sucesso de bilheteira de Hong Kong que contará com o apoio do CINEMA2000, e cujos direitos de adaptação originaram uma batalha entre os estúdios norte-americanos há um ano atrás. Estes acabaram por ser adquiridos pela Warner Brothers, que prepara o projecto com Brad Pitt num dos principais papéis.

- «Cold Mountain» e «O Regresso do Rei» são os grandes nomeados dos BAFTA









Imagens dos filmes Cold Montain, The Lord of The Rings : The Return of the King e Girl With a Pearl Earring (de cima para baixo, respectivamente)

As nomeações para os BAFTA, os prémios da Academia Britânica de Cinema e Televisão, foram anunciadas e, com 13 nomeações, destaca-se «Cold Mountain», de Anthony Minghella. Logo a seguir está «O Senhor dos Anéis - O Regresso do Rei», de Peter Jackson, com um total de 12 nomeações.

«Girl With A Pearl Earring», com Colin Firth no papel do pintor holandês Vermeer, foi nomeado em 10 categorias, incluindo o trabalho de Eduardo Serra na fotografia. Outros concorrentes aos prémios principais são o novo filme de Tim Burton, «O Grande Peixe», «Master and Commander - O Lado Longínquo do Mundo» e «Lost In Translation - O Amor É Um Lugar Estranho». A grande surpresa é a ausência de «Mystic River» (e a realização de Clint Eastwood).

Também Nicole Kidman falhou, pela segunda vez a nomeação pelo seu trabalho em «Cold Mountain» (o mesmo aconteceu nos Screen Actors Guild). Por outro lado, Sean Penn recebeu duas nomeações como melhor actor, por «Mystic River» e «21 Gramas» (ambos filmes apoiados pelo CINEMA2000), enquanto a jovem Scarlett Johansson, com 19 anos, está nomeada para melhor actriz por dois filmes, «Girl With A Pearl Earring» e «Lost In Translation - O Amor É Um Lugar Estranho». A dupla nomeação apenas aconteceu anteriormente nos BAFTA em três ocasiões, com Miranda Richardson, Anthony Hopkins e Geoffrey Rush. Em cada ocasião, ganharam por um dos filmes.

Johnny Depp foi novamente nomeado por «Piratas das Caraíbas: A Maldição do Pérola Negra», o que, juntando as nomeações para os Screen Actors Guild e Globos de Ouro, fazem aumentar as possibilidade dos actor em obter a sua primeira nomeação para os Óscares, por um tipo de interpretação que normalmente é ignorado na época dos prémios.

As nomeações foram anunciadas esta segunda-feira, 19 de Janeiro, pelo actor e anfitrião habitual da cerimónia, Stephen Fry. Esta terá lugar a 15 de Fevereiro.

A lista dos principais nomeados é a seguinte:

>> Melhor Filme : «O Grande Peixe», «Cold Mountain», «O Senhor dos Anéis - O Regresso do Rei», «Lost In Translation - O Amor É Um Lugar Estranho», «Master and Commander - O Lado Longínquo do Mundo».

>> Melhor Filme Britânico : «Cold Mountain», «Girl With A Pearl Earring», «In This World», «O Amor Acontece, «Touching the Void».

>> Melhor Filme em língua não-inglesa : «As Invasões Bárbaras», «Belleville Rendez-vous», «Ser e Ter», «Adeus Lenine!», «In This World», «A Viagem de Chihiro».

>> Melhor Realizador : Tim Burton, «O Grande Peixe»; Anthony Minghella, «Cold Mountain»; Peter Jackson, «O Senhor dos Anéis - O Regresso do Rei»; Sofia Coppola, «Lost In Translation - O Amor É Um Lugar Estranho»; Peter Weir, «Master and Commander - O Lado Longínquo do Mundo».

>> Melhor Actor : Johnny Depp, «Piratas das Caraíbas: A Maldição do Pérola Negra»; Benicio Del Toro, «21 Gramas»; Jude Law, «Cold Mountain»; Bill Murray, «Lost in Translation - O Amor é Um Lugar Estranho»; Sean Penn, «Mystic River»; Sean Penn, «Mystic River».

>> Melhor Actriz : Naomi Watts, «21 Gramas»; Uma Thurman, «Kill Bill - A Vingança», Anne Reid, «The Mother»; Scarlett Johansson, «Girl with a Pearl Earring», Scarlett Johansson, «Lost in Translation - O Amor é Um Lugar Estranho».

>> Melhor Actor Secundário : Albert Finney, «O Grande Peixe»; Bill Nighy, «O Amor Acontece»; Sir Ian McKellen, «O Senhor dos Anéis - O Regresso do Rei»; Paul Bettany, «Master and Commander - O Lado Longínquo do Mundo»; Tim Robbins, «Mystic River».

>> Melhor Actriz Secundária: Emma Thompson, «O Amor Acontece», Judy Parfitt, «Girl with a Pearl Earring», Laura Linney, «Mystic River», Holly Hunter, «Treze - Adolescência Perdida»; Renee Zellweger, «Cold Mountain».

- Screen Actors Guild com nomeações surpreendentes







Imagens dos filmes Mystic River e The Station Agent (de cima para baixo, respectivamente)


Foram anunciados esta quinta-feira, 15 de Janeiro, os nomeados para os SAG - Screen Actors Guild Awards, prémios da indústria que apenas premeiam actores, já que são entregues pela sua associação profissional. Normalmente, estes prémios são considerados os maiores indicadores das nomeações aos Óscares após os Globos de Ouro e este ano há muitas surpresas para baralhar os prognósticos.

«Mystic River» e o até agora menos falado «The Station Agent» lideram as nomeações, com três nomeações cada, incluindo melhor elenco, que faz as vezes de melhor filme nos prémios do SAG. Por outro lado, estrelas como Tom Cruise, Russell Crowe e Nicole Kidman, respectivamente por «O Último Samurai», «Master and Commander - O Lado Longínquo do Mundo» e «Cold Mountain» foram simplesmente esquecidas, e o segundo filme foi mesmo completamente ignorado na nomeações. A sua substituição por actores menos conhecidos em filmes com divulgação comercial muito inferior baralha a maior parte dos prognósticos feitos até agora.

Ainda assim, alguns nomes presentes em várias listas para prémios da temporada vêem agora as suas chances para as nomeações aos Óscares reforçadas. Os actores e actrizes que parecem cada vez mais com lugar garantido na cerimónia a ter lugar a 29 de Fevereiro são Sean Penn e Tim Robbins («Mystic River»), Alec Baldwin e Maria Bello («The Cooler»), Bill Murray («Lost in Translation - O Amor é Um Lugar Estranho»), Ben Kingsley («Uma Casa na Bruma»), Charlize Theron («Monster»), Diane Keaton («Something´s Gotta Give»), Holly Hunter («Treze - Adolescência Perdida»), Patricia Clarkson («Pieces of April»), Renee Zellweger («Cold Mountain») e talvez Ken Watanabe («O Último Samurai»).

As nomeações para os SAG aumentam as chances de nomeações para os Óscares de actores ignorados pelos Globos de Ouro, como Naomi Watts e Benicio Del Toro (por «21 Gramas», filme apoiado pelo CINEMA2000) e todos os envolvidos em «The Station Agent» (com um comportamento nas nomeações muito semelhante a «Vidas Privadas»), além de confirmar as chances de certos actores com interpretações em filmes que, pela sua natureza ou por serem menos divulgados, se julgaria que teriam menos chances, como são os casos de Johnny Depp («Piratas das Caraíbas: A Maldição do Pérola Negra») e das adolescentes Keisha Castle-Hughes («A Domadora de Baleias») e Evan Rachel Wood («Treze - Adolescência Perdida»).

Os 10.º prémios SAG serão apresentados em Los Angeles no dia 22 de Fevereiro. A lista de nomeações é a seguinte:

>> Actor: Johnny Depp, «Piratas das Caraíbas: A Maldição do Pérola Negra»; Peter Dinklage, «The Station Agent»; Ben Kingsley, «Uma Casa na Bruma»; Bill Murray, «Lost in Translation - O Amor é Um Lugar Estranho»; Sean Penn, «Mystic River».

>> Actriz: Patricia Clarkson, «The Station Agent»; Diane Keaton, «Something`s Gotta Give»; Charlize Theron, «Monster»; Naomi Watts, «21 Gramas»; Evan Rachel Wood, «Treze - Adolescência Perdida».

>> Actor Secundário: Alec Baldwin, «The Cooler»; Chris Cooper, «Nascido para Ganhar»; Benicio Del Toro, «21 Gramas»; Tim Robbins, «Mystic River»; Ken Watanabe, «O Último Samurai».

>> Actriz Secundária: Maria Bello, «The Cooler»; Keisha Castle-Hughes, «A Domadora de Baleias»; Patricia Clarkson, «Pieces of April»; Holly Hunter, «Treze - Adolescência Perdida»; Renee Zellweger, «Cold Mountain».

>> Elenco: «Mystic River», «Na América», «Nascido Para Ganhar», «O Senhor dos Anéis - O Regresso do Rei», The Station Agent».

Fonte: Cinema2000

Cumprimentos cinéfilos,
Tiago Teixeira.

Terça-feira, Janeiro 13, 2004

NOTÍCIAS

- The Hobbit poderá chegar ao cinema?


Imagem da capa do livro The Hobbit do escritor britânico J.R.R Tolkien

Peter Jackson, actualmente na Nova Zelândia a preparar a edição em DVD do último filme da trilogia "O Senhor dos Anéis", está muito interessado em regressar à Terra Média com The Hobbit, se entretanto se resolver o imbróglio dos respectivos direitos cinrematográficos.

A New Line, responsável pela produção e distribuição da saga realizada por Peter Jackson, está desesperadamente atrás dos direitos de The Hobbit, o livro anterior de J. R. R. Tolkien, que relata as aventuras de Bilbo, que foi quem encontrou o anel na caverna de Gollum, 60 anos antes dos acontecimentos que são descritos em "O Senhor dos Anéis - A Irmandade do Anel".

Peter Jackson, que durante o lançamento dos dois primeiros filmes, cansado por um trabalho de mais de 6 anos, recusava liminarmente pensar sequer em ser o responsável por essa adaptação, tem feito declarações mais entusiásticas aquando do lançamento de "O Regresso do Rei". Após a concretização artística conseguida na realização dos 3 filmes, esse é o principal tema de conversas entre os fans do realizador e do escritor, a par de ver se é à terceira que Jackson ganha o Óscar de melhor realizador e o filme é finalmente distinguido com o prémio máximo do cinema.

Como já sucedeu com a adaptação da trilogia, existem resistências por parte dos herdeiros de Tolkien, que recentemente proibiram a criação de um museu na Nova Zelândia dedicado a Tolkien e que reuniria muito do material utilizado na realização dos 3 filmes. O realizador queria deixar o ponto turístico como forma de agradecimento à população e autoridades pelo apoio que deram à produção, mas a oposição da família tem sido total. Tal como antes se tinha recusado a endossar a produção de "O Senhor dos Anéis", Christopher Tolkien, filho do autor, tudo fará para impedir a concretização do novo projecto, de acordo com declarações de Peter Jackson.

Para complicar tudo ainda mais, descobriu-se agora que, de forma bizarra, um estúdio detém os direitos de adaptação, a New Line Cinema, mas os direitos de distribuição de um eventual filme The Hobbit estão em poder dos estúdios da United Artists.

Mas nem tudo é negro no futuro. Apesar da oposição da família, Royd Tolkien, bisneto do escritor, é um dos principais apoiantes para levar The Hobbit ao grande écran, considerando mesmo que isso "seria um final perfeito". Registe-se que Royd entrou em todos os três filmes como figurante. E Ian McKellen, que interpretou a personagem de "Gandalf", não se tem cansado de espalhar em todas as entrevistas que tem dado da sua vontade de voltar a trabalhar com Jackson e do seu entusiasmo em entrar na prequela e reencarnar "Gandalf, o Cinzento", já que considera que "Gandalf, O Branco" demasiado rígido.

Fonte: Cinema2000

Cumprimentos cinéfilos,
Tiago Teixeira.

Segunda-feira, Janeiro 12, 2004

NOTÍCIAS

- Directors Guild of America apresentou as nomeações para os seus prémios





O Directors Guild of America nomeou 5 realizadores pelo seu trabalho em 2003, no que é um dos indicadores mais fiáveis em relação às nomeações e mesmo atribuição do Óscar de melhor realizador dentro de um mês e meio.

Com efeito, desde que que os prémios foram instituídos, em 1949, apenas por 6 vezes o vencedor não recebeu o Óscar na mesma categoria. Curiosamente, isso sucedeu por duas vezes nos últimos 3 anos, sendo que o ano passado o prémio foi para Rob Marshall por Chicago e o eleito nos Óscares foi Roman Polanski em The Pianist/"O Pianista". Estas são as últimas nomeações para prémios mais relevantes que faltavam anunciar e agora resta aguardar pelas nomeações para os Óscares e atribuição dos Globos de Ouro.

Os nomeados são:

--> Peter Jackson, The Lord of the Rings : The Return of the King/"O Senhor dos Anéis - O Regresso do Rei"
--> Clint Eastwood, Mystic River
--> Sofia Coppola, Lost in Translation
--> Peter Weir, Master and Commander/"Master and Commander - O Lado Longínquo do Mundo"
--> Gary Ross, Seabiscuit/"Nascido para Ganhar"

Mais uma vez, "Nascido para Ganhar" , ignorado pela maior parte dos prémios das associações de críticos, volta a surpreender nas nomeações para os prémios mais importantes (ver notícia de ontem). Por outro lado, The Last Samurai/"O Último Samurai" e principalmente Cold Mountain são as grandes ausências neste lote de nomeações, através de Edward Zwick e Anthony Minghella. Que, por outro lado, confirmam os consagrados (Jackson, Eastwood e Weir) e valorizam o trabalho de Sofia Coppola em Lost in Translation.


Entretanto, o realizador Mike Nichols irá receber um prémio de carreira do Directors Guild of America, em reconhecimento por uma carreira com 37 anos, que começou com os monumentais Who's Afraid of Virginia Woolf?/"Quem Tem Medo de Virginia Woolf" e The Graduate/"A Primeira Noite" e se prolonga até à aclamada mini-série da HBO, Angels in America, protagonizada por Al Pacino e Meryl Streep, entre outros . Nichols é um dos poucos professionais que foi galardoado com o Óscar, Emmy (televisão), Tony (teatro) e Grammy (música). Anteriores homenageados com o prémio de carreira foram Steven Spielberg, Francis Ford Coppola, Stanley Kubrick, Woody Allen, Billy Wilder, Orson Welles, Alfred Hitchcock, Frank Capra e John Ford. O primeiro recipiente foi Cecil B. DeMille em 1953 e o mais recente Martin Scorsese, o ano passado.

A 56ª entrega dos Directors Guild terá lugar a 7 de Fevereiro.

- Brian De Palma adapta James Ellroy


Brian De Palma

O próximo filme de Brian De Palma será uma adaptação de um romance de James Ellroy, uma saga épica de crime que retrata o caso real de tortura e morte de Elizabeth Short, uma aspirante a actriz na Hollywood dos anos 40.

De acordo com a Variety, The Black Dahlia/"A Dália Negra" será o novo filme do realizador Brian De Palma, que leva assim ao grande écran uma trama complexa de crime que foi um projecto abandonado por David Fincher.

Mark Wahlberg e Josh Hartnett estão confirmados no papel de dois antigos pugilistas agora polícias de Los Angeles envolvidos numa perseguição ao criminoso que assassinou uma bela jovem em Los Angeles, em 1947. A sua missão irá tornar-se uma obsessão, que os fará mergulhar no submundo da cidade, e tudo piorará quando se tornam rivais, ao apaixonarem-se pela mesma rapariga, que tem uma notável parecença física com a vítima do crime que investigam.

O filme terá argumento de Josh Friedman, de que se conhece apenas o seu trabalho em Chain Reaction, de Andrew Davis, com Keanu Reeves, Morgan Freeman e Rachel Weisz.

- Robert De Niro e Martin Scorsese partilham memórias em livro


Robert De Niro e Martin Scorsese durante a rodagem da obra-prima Taxi Driver (1976)

Robert De Niro ganhou o segundo Óscar da sua carreira num filme realizado por Martin Scorsese, em Raging Bull/"O Touro Enraivecido", um dos seus 8 filmes em conjunto, e finalmente irão partilhar memórias da sua amizade e colaboração de 30 anos.

De acordo com a Reuters, a Harmony Books anunciou esta sexta-feira, 9 de Janeiro, que o realizador de 61 anos e o actor de 60, que cresceram em Nova Iorque e cujo primeiro filme em conjunto data de 1973, Mean Streets/"Os Cavaleiros do Asfalto" irão escrever um livro em conjunto sobre a sua amizade e colaboração artística de 30 anos. O livro, ainda sem título, está previsto ser lançado em 2005, tendo sido já vendidos os seus direitos para a Grã-Bretanha, Holanda, Israel e Alemanha. A Harmony Books é uma divisão do The Crown Publishing Group e da Random House Inc., conhecidas editoras que estão na posse do gigante da comunicação social Bertelsmann.

Ambos vieram "da mesma vizinhança de Nova Iorque, mas de diferentes ruas", referiu Scorsese num comunicado, que acrescentou que a sua amizade cresceu com cada nova colaboração: "podemos terminar as frases do outro e compreendemos coisas que não são ditas. É como um casamento profissional, e os filhos são os filmes".

Os outros filmes que cimentaram uma amizade e são o testamento de um dos maiores casos de sucesso artístico na história do cinema foram Taxi Driver (1976, em que De Niro foi nomeado para o Óscar), New York, New York (1977), o já citado Raging Bull/"O Touro Enraivecido" (1980), The King of Comedy/"O Rei da Comédia" (1982), Goodfellas/"Tudo Bons Rapazes" (1990), Cape Fear/"O Cabo do Medo" (1991, nova nomeação para De Niro) e Casino (1995).

Com a recusa de De Niro em integrar o elenco de Gangs of New York/"Gangs de Nova Iorque" (2003), para não estar ausente dos Estados Unidos e da família por largos meses, este é o maior período de tempo em que actor e realizador estão sem trabalhar juntos. Até agora, pelo menos em livro.

- American Splendor e Eduardo Serra premiados em Los Angeles

American Splendor, de Shari Springer Berman e Robert Pulcini, um filme biográfico baseado no escritor de comic books Harvey Pekar, foi considerado o melhor filme do ano pela Associação de Críticos de Los Angeles. O trabalho de fotografia de Eduardo Serra em Girl With a Pearl Earring foi também distinguido.


Imagem do filme American Splendor

American Splendor (estreia a 12 de Fevereiro) e Lost in Translation (a história de uma amizade entre dois americanos a visitar o Japão) têm sido os dois filmes do cinema independente norte-americano a receber mais destaque, tanto nas bilheteiras como junto dos críticos. Agora, voltam a ser reunidos como melhor filme do ano e segundo classificado na corrida, respectivamente.


Eduardo Serra

O director de fotografia Eduardo Serra, anteriormente nomeado para os Oscars através de "As Asas do Amor" (1997), recebeu o prémio por Girl With a Pearl Earring e é considerado um candidato seguro às nomeações dos Oscars, onde deverá enfrentar a competição de filmes como "O Senhor dos Anéis : O Regresso do Rei" ou Cold Mountain. Serra costuma dividir a sua actividade entre França e Portugal ("O Delfim"), com incursões meritórias também no cinema britânico (Jude, de Michael Winterbottom) e americano ("O Protegido", de M. Night Shyamalan).


Bill Murray


Sean Penn


Scarlett Johansson

Bill Murray, juntou mais uma citação às inúmeras que tem recebido nas últimas semanas por Lost in Translation (estreia a 22 de Janeiro), tendo sido considerado o prémio de melhor actor (Sean Penn foi segundo, por «Mystic River», o que é uma repetição de outros prémios, em que os dois actores têm dividido entre si as principais distinções). A actriz com quem Murray contracenou, Scarlett Johansson, que também participou em Girl With a Pearl Earring foi citada como um talento da nova geração.


Naomi Watts


Charlize Theron

Naomi Watts foi considerada a melhor actriz pelo drama 21 Grams/"21 Gramas" (estreia em Portugal a 29 de Janeiro). A seguir foi considerada Charlize Theron, em Monster.


Peter Jackson


Clint Eastwood

Peter Jackson foi o melhor realizador pelo seu trabalho no filme final da trilogia "O Senhor dos Anéis", com Clint Eastwood a finalizar em segundo lugar, por Mystic River. A produção artística do filme foi igualmente distingida.


Benicio Del Toro

Bill Nighy, de que só vimos ainda a sua interpretação em "O Amor Acontece", foi o melhor actor secundário de acordo com a associação, pelas suas interpretações nesse e em mais 3 filmes, AKA, I Capture the Castle (inédito em Portugal, já lançado em DVD) e Lawless Heart. Logo a seguir, ficou Benicio Del Toro, por 21 Grams.


Melissa Leo

O prémio de melhor actriz secundária foi Shohreh Aghdashloo, pelo seu trabalho em House of Sand and Fog (estreia a 29 de Janeiro), a que se seguiu Melissa Leo em 21 Grams.

A animação Les Triplettes de Belleville voltou a ser distinguida com o prémio correspondente, a que juntou o de banda sonora, da autoria de Benoit Charest e Mathieu Chedid. O melhor filme estrangeiro foi L' Homme du Train, de Patrice Leconte.

Os prémios serão entregues numa cerimónia a ter lugar a 26 de Janeiro. Inicialmente, a associação cancelou os seus prémios, como protesto pela decisão da Motion Picture Association of America de proibir o envio de cópias dos filmes em vídeo ou DVD aos membros da Academia e outros grupos que atribuem prémios, incluindo os de críticos, com receios de pirataria. Os prémios foram remarcados quando um juiz inviabilizou a proibição num processo levantado pelos produtores independentes, que dizem que o envio dos vídeos ajuda a que os seus filmes de baixo orçamento a ter mais visibilidade e a competir com os lançamentos dos grandes estúdios.

Fonte: Cinema 2000

Cumprimentos cinéfilos,
Tiago Teixeira.

BOX-OFFICE AMERICANO

[Lugar; Título do filme; Total de dólares desde a estreia]

1. Big Fish (2003) 24.0m
2. Lord of the Rings: The Return of the King, The (2003) 312.0m
3. Cheaper by the Dozen (2003) 101.0m
4. Something's Gotta Give (2003) 93.0m
5. Cold Mountain (2003) 55.3m
6. My Baby's Daddy (2004 7.8m
7. Chasing Liberty (2004) 6.0m
8. Paycheck (2003) 46.5m
9. Last Samurai, The (2003) 97.1m
10. Mona Lisa Smile (2003) 57.0m

Fonte: IMDB

Classificações:

Rottentomatoes: 77%; 7.5/10
IMDB: 7.9/10

Breves comentários:

+:

- "Big Fish is so strange and so literary that audiences seeking conventional fare may get impatient with it. But it always takes effort to catch the big ones. This one is worth it."
-- Michael Wilmington, CHICAGO TRIBUNE

- "Burton's best film since Edward Scissorhands."
-- Stephen Whitty, NEWARK STAR-LEDGER

- "Director Tim Burton finally hooks the one that got away: a script that challenges and deepens his visionary talent."
-- Peter Travers, ROLLING STONE

-:

- "There is no denying that Will has a point: The old man is a blowhard. There is a point at which his stories stop working as entertainment and segue into sadism."
-- Roger Ebert, CHICAGO SUN-TIMES

- "The most curious thing about this magical-realist fable ... is how thin and soft it is, how unpersuasive and ultimately forgettable even its most strenuous inventions turn out to be."
-- A.O. Scott, NEW YORK TIMES

- "Big Fish flounders largely because Burton leaves out the meaning of the story, which was about the seductive power of fiction. In offering no meaning besides pictures, Big Fish has no power at all."
-- John Anderson, NEWSDAY

Trailer do filme (Banda Larga)
Trailer do filme (Banda Baixa)
Site Oficial

Cumprimentos cinéfilos,
Tiago Teixeira.

Sexta-feira, Janeiro 09, 2004

NOTÍCIAS

- Novo filme de Hayao Miyazaki foi adiado


Hayao Miyazaki



Imagens dos filmes "A Viagem de Chihiro" e "Princesa Mononoke", de cima para baixo respectivamente.

O próximo filme de Hayao Miyazaki ("Princesa Mononoke", "A Viagem de Chihiro"), Howl’s Moving Castle ,viu hoje a sua estreia ser adiada de Julho de 2004 para Novembro.

Atrasos na produção estão por trás desta decisão, que poderá afectar o lucro do filme - no Verão conseguem-se melhores resultados no Japão. Howl’s Moving Castle é baseado na obra do britânico Diane Wynne Jones e já conta com vários precalços. Relembramos que o realizador original do projecto abandonou os trabalhos no Verão de 2002 e Miyazaki assumiu o cargo.

Cumprimentos cinéfilos,
Tiago Teixeira.

Sexta-feira, Janeiro 02, 2004

ESPECIAIS

Olá a todos os cinéfilos!

Após um ano de pura diversidade e riqueza de produções cinematográficas, decidi elaborar uma lista dos 10 melhores filmes do ano de 2003 (o tão afamado top 10), publicar todas as minhas classificações de filmes que estrearam nos cinemas no ano em questão e também destacar certas personalidades e o trabalho desenvolvido pelas mesmas no decorrer do ano transacto.

NOTA: A todos os filmes que constam no top 10 vão ser dedicados sucintos comentários pelo autor do blog.

TOP 10 - Ano 2003

1. Mystic River, de Clint Eastwood



Comentário: Num ano em Hollywood sismou em nos prendar uma série interminável de sequelas falhadas (Lara Croft Tomb Raider: The Cradle of Life de Jan de Bont ou Terminator 3 : Rise of the Machines de Jonathan Mostow são os exemplos mais flagrantes), surgiram igualmente algumas das melhores obras que o cinema norte-americano nos deu em anos- e Mystic River é certamente uma delas. Tendo como realizador o septuagenário Clint Eastwood, Mystic River foi para mim a obra que melhor soube no ano de 2003 abordar de forma directa e avassaladora alguns dos problemas mais preocupantes da América dos nossos dias; e se já nas bastasse a perfeita e exímia realização de Eastwood, o filme alberga um brilhante conjunto de actores e actrizes e um excelente argumento. Destaco Sean Penn naquela que é para mim a melhor interpretação masculina, num papel principal, do ano passado.

2. The Hours, de Stephen Daldry



Comentário: Se houve um filme que estreou em 2003 nas salas portuguesas e que me deixou complemente siderado e estupefacto pela qualidade simultânea da realização, da história e do elenco, foi sem dúvida esta pérola chamada The Hours. O filme segue a vida de três mulheres de épocas diferentes (Virginia Wolf, Laura Brown e Clarissa Vaughn) unidas por um único livro- "Mrs. Dalloway". Os sentimentos de todas as personagens são profundos e verdadeiros e a caracterização de cada uma elaborada; a realização de Daldry dá muito valor ás interpretações dos vários actores e actrizes e por isso mesmo o filme resulta tão bem. Quanto ao argumento, embora tenha os seus momentos de falta de coesão no entrecruzar das várias histórias a verdade é que a qualidade superior da romance homónimo de Michael Cunningham ofusca todas as eventuais falhas. Todos os intérpretes são magní­ficos- contudo se tivesse que indicar aquele que mais me convenceu esse seria a bela, tanlentosa e versátil actriz australiana Nicole Kidman. Sem dúvida nenhuma!

3. The Lord of the Rings : The Return of the King, de Peter Jackson



Comentário: Os três filmes da triologia "O Senhor dos Anéis" podem não ser os melhores filmes de todos os tempos (opinião que eu e o João Ricardo Branco partilhamos); contudo é impossível olhar para estas obras cinematográficas realizadas pelo neo-zelandês Peter Jackson (alguém que tem no seu historial fílmico uma série de filmes gore, zombies deambulantes e ainda litros e litros de sangue...) e dizer que não são marcos na história do Cinema. Afinal de contas, os filmes ostentam inúmeras criaturas horripilantes e fantásticas, personagens muito trabalhadas a nível físico e emocional (salta logo à vista o já mítico Gollum), cenários esmagadores, batalhas memoráveis e momentos apoteóticos inesquecíveis. Claro que tudo isto foi possível graças ao trabalho, empenho e amor que uma equipa de homens e mulheres dedicaram à adaptação (até agora impossível) da colossal obra do escritor britânico J.R.R Tolkien. Espero que o filme seja premiado nos Oscars com o máximo de estatuetas que for possível (pelo menos, Oscars de melhor actor secundário (Sean Astin) e melhor realizador), na medida em que os outros dois foram completamente ignorados (mais o segundo do que o primeiro). Que se faça justiça ! Um único aparte: nos últimos minutos o filme arrasta-se muito, mas mesmo muito- tanto que me custou ver o filme todo!

4. Elephant, de Gus Van Sant



Comentário: Vencedor da Palma de Ouro e prémio de melhor realização na cerimónia anual de Cannes em 2003, Elephant é a meu ver um dos objectos cinemáticos mais singulares e envolventes que estrearam nas salas portuguesas no ano transacto. Dotado de uma realização exímia, tipo câmera ao ombro (a lembrar uma das regras fulcrais do Dogma 95), fotografia imaculada e belíssima, montagem adequada e um cast de actores e actrizes amadores, o filme arrebata o espectador por completo e tem uma série interminável de nuances visuais deliciosas. Aconselho a todos o visionamente deste filme absolutamente fulminante!

5. Finding Nemo, de Andrew Stanton e Lee Unkrich



Confesso ainda não ter visto um número razoável de filmes dos estúdios Pixar; contudo, apesar de ter visto apenas quatro (Monters, Inc., Toy Story, Antz e este de que falo), tenho uma certeza - todos os cérebros daquele estúdio têm como chave do seu sucesso a comicidade/seriedade dos seus argumentos, aliados a fantásticas técnicas de animação (o pêlo de Sulley em Monters, Inc. ou o realismo dos movimentos dos peixes nas águas profundas de Finding Nemo são excelentes exemplos disso mesmo). Neste filme as mentes inventivas do estúdio de animação Pixar decidiram criar uma longa-metragem com uma história que emana amor, amizade e comédia - e mais: todos os momentos são interligados tão eficazmente num conjunto sólido e consistente que o resultado só podia ser vitória. O casting não podia ter sido mais certeiro - todos os pequenos e grandes actores são adequados à personagem que dão dar voz e alma; mas se existe alguém que merece ser destacado e elevado ao patamar da genialidade, essa pessoa será certamente a actriz Ellen DeGeneres : Dory, o peixe que sofre de amnésia mas que tem o coração do tamanho do mundo, é uma criação verdadeiramente ternurenta. Finding Nemo é indelevelmente um sucesso esmagador a nível da crítica e do público- e tem razões para isso!

6. 25th Hour, de Spike Lee



Comentário: Embora não seja daqueles que afirmam com todas as certezas que 25th Hour é o melhor filme de Spike Lee até à data, também não deixa de ser verdade que sou dos que o elogiam bastante - e neste caso, o filme merece os elogios. 25th Hour é um filme de inegáveis qualidades (a realização é das melhores da carreira de Lee, o elenco é composto por intérpretes todos eles talentosos e o argumento um portentoso tratado sobre a perda e reconquista dos laços de amizade e amor entre três grandes amigos (e ainda uma mulher) numa Nova Iorque pós 11 de Setembro afundada num clima de medo, desconfiança e tristeza profunda) mas que peca por ser tão ambicioso e por ter um final incoerente e irrealista com tudo o que foi dito para trás. E é por isso mesmo que o filme não é uma imponente obra-prima na filmografia de Spike Lee. Apesar dos defeitos, a última obra de Lee é de visionamento absolutamente obrigatório. Uma última nota: para quem tinha dúvidas fica aqui claramente provado que Edward Norton é mesmo um dos melhores actores (para não dizer o melhor) da sua geração.

7. Gangs of New York, de Martin Scorsese



Realizado por um dos mais importantes movie brats da década de 70 do cinema americano - Martin Scorsese - este filme de grande escala conta uma história de amor camuflada no interior dum confuso e arrebatador drama histórico. É muito basicamente a história de uma nação e de todas as mudanças que decorreram até à sua edificação nos dias de hoje. Gangs of New York pode não ser (e para mim não é de certeza) o melhor filma da obra do realizador (o filme carece - e bastante - de um argumento mais coeso e curto), mas não deixa de ser uma excelente proposta de cinema. A realçar o desempenho de Daniel-Day Lewis (aqui o actor supera-se; só mesmo a sua interpretação no My Left Foot consegue ser melhor), os cenários contruídos nos estúdios Cinecita, a montagem e a música.

8. Cidade de Deus, de Fernando Meirelles



Muito possivelmente um dos melhores filmes brasileiros em anos, este drama humano/filme de gangsters é uma lição de cinema e de vida - pelas personagens que tem (desde o Zé Pequeno a Buscapé), pela montagem, pela forte mensagem social que carrega o filme todo, pelo ambiente transmitido ao espectador. Embora Fernando Meirelles trema muito com a câmara (com o objectivo de nos fazer sentir os ritmos das favelas brasileiras, ponto de partida e chegada de mil e uma aventuras, ilegais mas sempre divertidas, dos meninos de pés descalços), os actores amadores, as ambiências e o argumento colmatam os erros do cineasta, fazendo com que maior parte das vezes não se dê a importância que devia ser dada a essas falhas. Enfim - por tudo isto e muito mais Cidade de Deus é uma longa-metragem de visão obrigatória.

9. Dogville, de Lars Von Trier



Cineasta nada concensual (bem pelo contrário - radical e experimentalista), o dinamarquês Von Trier (cujo filme Dancer in the Dark amo profundamente e apaixonadamente) criou mais um filme gerador de opiniões diversas, mas uma coisa é certa - o que se lê nas entrelinhas do guião e o grande elenco reunido no filme, só por si, já justificam ver o filme numa sala de cinema. Dogville é uma pérola cinematográfica com uma forma tão estranha (a ausência de cenários e adereços como se de uma peça de teatro se tratasse) mas conteúdo rico e didático - é possível ver e sentir (para quem tem força e paciência para tal) vários problemas existenciais com que o homem se tem deparado frente a frente desde os seus primódios até os dias correntes. Exigente mas recompensador, esta interessante obra de Von Trier é para desfrutar com o tempo.

10.Ying Xiong, de Zhang Yimou



Poético, visualmente esbelto, narrativamente inconstante, este filme de Zhang Yimou é muito mais do que isso : é um filme sobre o amor, a guerra, a culpa, a redenção, a vingança, a traição, a vida e a morte. São muitos e variados sentimentos misturados numa história de histórias. Apesar de nunca negar a apresentação de cenas de artes marciais (que desafiam as leis da física), o filme também não entra no condenável esquecimento falta de caracterização profunda das personagens e das suas emoções/estados de espírito. Não tão bom como o filme Crouching Tiger, Hidden Dragon de Ang Lee, Hero é contudo um filme contagiante para os amantes (e não só) de filmes de artes marciais. Destaque para o elenco, fotografia (estonteante de resto), coreografias e efeitos visuais.

Classificações de filmes:

About Schmidt/"As Confissões de Schmidt" - ****
Gangs of New York/"Gangs de Nova Iorque" - ****1/2
The Hours/"As Horas" - *****
25th Hour/"A Última Hora" - ****1/2
The Matrix Reloaded/"Matrix Reloaded" - ***1/2
Ripley'sGame/"O Jogo de Mr. Ripley" - ***
Darkness Falls/"Darkness Falls-Terror na Escuridão" - **
El Bosque Animado/"A Floresta Mágica" - ***
Hulk - ****
Terminator 3 : Rise of the Machines/ "Exterminador Implacável 3 : Ascensão das Máquinas" - ***1/2
Phone Booth/"Cabine Telefónica" - ****
The Life of David Gale/"Inocente ou Culpado?" - ****
Cidade de Deus (City of God) - ****1/2
Ken Park/"Ken Park – Quem És Tu?" - ***1/2
Pirates of the Caribbean: The Curse of the Black Pearl/"Piratas das Caraíbas: A Maldição da Pérola Negra" - ****
Identity/"Identidade Misteriosa" - ***
Good Bye, Lenin!/"Adeus Lenine" - ****1/2
Ying Xiong (Hero)/"Herói" - ****1/2
Dogville - ****1/2
The Matchistick Men/"Amigos do Alheio" - ***
Dirty Pretty Things/"Estranhos de Passagem" - ****
Elephant - *****
The Matrix Revolutions/"Matrix Revolutions" - **
Mystic River - *****
Finding Nemo/"À Procura de Nemo" - ****1/2
The Lord of the Rings : The Return of the King /"O Senhor dos Anéis : O Regresso do Rei" - *****
Kill Bill : Volume I /"Kill Bill – A Vingança (Volume 1)" - ****

Cumprimentos cinéfilos,
Tiago Teixeira.

Terça-feira, Dezembro 30, 2003

NOTÍCIAS

-Novidades de Kill Bill 2



Já há mais novidades sobre Kill Bill : Volume 2. Começemos pelas más.

Aparentemente o segundo volume não vai estrear em Fevereiro como estava anunciado. Abril passa agora a ser a data preferencial, mas ainda não há certezas.

Quanto às boas notícias é que já está disponível no site japonês do filme um teaser trailer e um Spot para TV . Já agora fiquem a saber que parece que o subtítulo da película é The Love Story.

Site Oficial

-As últimas estreias à 6ª Feira

Estamos quase a chegar a 2004, e pode-se dizer que hoje é um dia histórico no cinema português. Após décadas de estreias à 6ª Feira, já a partir da próxima semana todas elas passam a ser à 5ª Feira.

Na última 6ª Feira de estreias de 2003, são apenas três os filmes que chegam as salas.

Começamos por "É Agora ou Nunca", um título que bem podia contar as história desta película- sucessivamente adiada no nosso país. Neste filme, uma jovem casada (Jennifer Aniston) vê a sua vida mundana e monótona piorar, ainda mais, quando começa a ter uma relação ilícita com Holden Worther (Jake Gyllenhaal), um colega de trabalho que 'não joga com o baralho todo'.
Independente, esta fita foi realizada por Miguel Arteta e conta ainda no elenco com John C. Reilly (Chicago) e Tim Blake Nelson (O Brother Were Art Thou).

Também em estreia esta semana temos Mona Lisa Smile . Com um fabuloso elenco feminino, Mona Lisa Smile segue a professora Watson (Julia Roberts), um recém chegada a Wellesley em 1953, numa época pós-Segunda Guerra Mundial, onde as mulheres foram mais uma vez relegadas para segundo plano. Depois de trabalharem em fábricas para produzir muito do armamento que os seus filhos, maridos e pais usavam para combater o inimigo, essas mulheres foram literalmente empurradas para casa, onde a sua obrigação agora seria a de recriar um novo lar, acolhedor ao espírito do matrimónio perfeito e idealista do soldado que regressa a casa após intenso combate. Enquanto de manhã as raparigas de Wellesley acediam ao que qualquer rapaz de Yale também aprendia (literatura, artes, etc.), durante a tarde recebiam lições de bem cozinhar, boas maneiras, ou como tratar crises matrimoniais. Nestes aspectos, a década de 50 foi mais uma batalha na longa emancipação das mulheres. Katherine Watson aparece assim como catalisadora de um movimento progressista. Um dos aspectos que eleva sobremaneira a qualidade deste filme é o elenco de actrizes secundárias, as alunas de miss Watson: Kirsten Dunst ("As Virgens Suicidas", "Homem-Aranha") é a editora do jornal escolar, conservadora, que vai casar e ser a grande lutadora pelos tradicionalismos que Watson tenta romper, mas que à medida que o seu matrimónio de conveniência se vai diluíndo, acaba por soçobrar; Julia Stiles (State and Main), neste filme em grande, é a melhor amiga da personagem de Dunst e também a melhor aluna. Mas contrário da sua amiga sente o fascínio pela arte que a professora lhes pretende induzir; Maggie Gyllenhall ("A Secretária") corporiza a devassa, a aluna que quando quer alguma coisa não liga a preconceitos morais. E por isso é de certa forma marginalizada por dormir com quem lhe apetece. A acompanhar este "repasto" interpretativo temos ainda a professora de boas maneiras, a oscarizada Marcia Gay Harden (Pollock).

Finalmente, estreia esta semana mais um filme nacional. "O Fascínio" é o novo filme de José Fonseca e Costa, um realizador responsável por películas como "A Balada da Praia dos Cães".
Adaptado do romance homónimo do escritor Tabajara Ruas, o filme conta a história de Lino Paes Rodrigues (Vitor Norte), um empresário à beira da falência, que recebe como herança uma Herdade no Alentejo que pode significar a sua redenção financeira. O que aparenta configurar-se como a sua salvação acaba por revelar-se a sua mais completa perdição. Fascinado pela história de violências cometidas pelos seus mais remotos antepassados, Lino deixa-se envolver num turbilhão de sensações e situações até então desconhecidas, comandadas pelo mórbido prazer dos assassinos: o poder da vida e da morte. Um filme que promete e que certamente merecerá uma olhadela.

(Fonte: c7nema.net)

Cumprimentos cinéfilos,
Tiago Teixeira.

Quarta-feira, Dezembro 24, 2003

BOX-OFFICE AMERICANO

[Lugar; Título do filme; Total de dólares desde a estreia]

1. Lord of the Rings: The Return of the King, The (2003) 125.1m
2. Mona Lisa Smile (2003) 12.0m
3. Something's Gotta Give (2003) 33.5m
4. Last Samurai, The (2003) 59.0m
5. Stuck On You (2003) 17.1m
6. Elf (2003) 154.0m
7. Bad Santa (2003) 42.0m
8. Haunted Mansion, The (2003) 59.1m
9. Love Don't Cost a Thing (2003) 11.4m
10. Honey (2003) 23.5m

Fonte: IMDB

Lord of the Rings: The Return of the King, The :

Classificações:

Rottentomatoes: 97%; 9.2/10
IMDB: 9.1/10

Breves comentários:

+:

- "Every inch the finale this saga deserves, cementing its place as one of the seminal cinematic achievements of our time."
-- Rob Vaux, FLIPSIDE MOVIE EMPORIUM

- "This film is everything a fan could want and possibly more. For three-plus hours, it entertains, enthralls and awes."
-- Bruce Westbrook, HOUSTON CHRONICLE

- "Here, in scenes of quiet emotion, devastating violence, sweeping chaos and tranquil hope,is a profound conclusion to an unforgettable trilogy–the best American trilogy ever made."
-- Steven Snyder, ZERTINET MOVIES

-:

-"An uneven movie with yawns aplenty."
-- David Sterritt, CHRISTIAN SCIENCE MONITOR

- "I was more impressed by the first chapters, The Fellowship of the Ring and The Two Towers, on DVD than I was in theaters .... Back in a multiplex for No. 3, I felt blitz-bombed again."
-- David Elliott, SAN DIEGO UNION-TRIBUNE

- "Is a seriously flawed piece of work that is missing that certain element called "believability." It's visual eye candy without the chocolate center."
-- Michelle Alexandria, ECLIPSE MAGAZINE

Trailer do filme
Site Oficial

Cumprimentos cinéfilos,
Tiago Teixeira.

Quinta-feira, Dezembro 18, 2003

NOTÍCIAS

-Aí estão os nomeados para os Globos de Ouro


Estatueta dos Golden Globes Awards

Foram hoje apresentados os nomeados da 61ª Edição dos Globos de Ouro, os prémios da imprensa estrangeira nos EUA.


Imagem do filme Cold Montain, o grande nomeado para os Globos de Ouro

Cold Mountain é o filme mais nomeado (8 nomeações) enquanto Lost in Translation e Mystic River aparecem com 5 nomeações cada um. De resto há poucas novidades, realçando-se as nomeações de Finding Nemo, Love Actually e Bend it Like Beckham na categoria de Melhor Filme – Musical ou Comédia

Melhor Filme - Drama

Cold Mountain
The Lord of the Rings: The Return of the King'
Master and Commander: The Far Side of the World'
Mystic River
Seabiscuit

Melhor Actriz - Drama

Cate Blanchett - Veronica Guerin
Scarlett Johansson - Girl With a Pearl Earring
Nicole Kidman - Cold Mountain
Charlize Theron - Monster
Uma Thurman - Kill Bill - Vol. 1
Evan Rachel Wood - Thirteen

Melhor Actor - Drama

Russell Crowe - Master and Commander: The Far Side of the World
Tom Cruise - The Last Samurai
Ben Kingsley - House of Sand and Fog
Jude Law - Cold Mountain
Sean Penn - Mystic River

Melhor Filme – Musical ou Comédia

Bend It Like Beckham
Big Fish
Finding Nemo
Lost in Translation
Love Actually

Melhor Actriz - Musical ou Comédia

Jamie Lee Curtis - Freaky Friday
Scarlett Johansson - Lost in Translation
Diane Keaton - Something's Gotta Give
Diane Lane - Under the Tuscan Sun
Helen Mirren - Calendar Girls

Melhor Actor - Musical ou Comédia

Jack Black - School of Rock
Johnny Depp - Pirates of the Caribbean: The Curse of the Black Pearl
Bill Murray - Lost in Translation
Jack Nicholson - Something's Gotta Give
Billy Bob Thornton - Bad Santa

Melhor Filme Estrangeiro

Les Invasions Barbares Invasions - Canadá
Good Bye, Lenin - Alemanha
Monsieur Ibrahim - França
Osama - Afeganistão
The Return - Rússia

Melhor Actriz Secundária

Maria Bello - The Cooler
Patricia Clarkson - Pieces of April
Hope Davis - American Splendor
Holly Hunter - Thirteen
Renée Zellweger - Cold Mountain

Melhor Actor Secundário

Alec Baldwin - The Cooler
Albert Finney - Big Fish
William H. Macy - Seabiscuit
Peter Sarsgaard - Shattered Glass
Tim Robbins - Mystic River
Ken Watanabe - The Last Samurai

Melhor Realizador

Sofia Coppola - Lost in Translation
Clint Eastwood - Mystic River
Peter Jackson - The Lord of the Rings: The Return of the King
Anthony Minghella - Cold Mountain
Peter Weir - Master and Commander: The Far Side of the World

Melhor Argumento

Sofia Coppola - Lost in Translation
Richard Curtis - Love Actually
Brian Helgeland - Mystic River
Anthony Minghella - Cold Mountain
Jim Sheridan, Naomi Sheridan & Kirsten Sheridan - In America

Melhor Banda Sonora Original

Alexandre Desplat - Girl with a Pearl Earring
Danny Elfman - Big Fish
Howard Shore - The Lord of the Rings: The Return of the King
Garbriel Yared - Cold Mountain
Hans Zimmer - The Last Samurai

Melhor Música

"The Heart of Every Girl" - Mona Lisa Smile
Musica de: Elton John, Letra de Bernie Taupin
"Into the West" - The Lord of the Rings: The Return of the King
Musica e Letra de: Howard Shore, Fran Walsh, Annie Lennox
"Man of the Hour" - Big Fish
Musica e Letra de: Eddie Vedder
"Time Enough for Tears" - In America
Musica e Letra de: Bono, Gavin Friday and Maurice Seezer
"You Will be My Ain True Love" - Cold Mountain
Musica e Letra de: Sting

Melhor Série - Drama

CSI: Crime Scene Investigation
Nip/Tuck
Six Feet Under
24
The West Wing

Melhor Actriz numa série de TV - Drama

Frances Conroy - Six Feet Under
Jennifer Garner - Alias
Allison Janney - The West Wing
Joely Richardson - Nip/Tuck
Amber Tamblyn - Joan of Arcadia

Melhor Actor numa série de TV - Drama

Michael Chiklis - The Shield
Anthony LaPaglia - Without a Trace
William Petersen - CSI: Crime Scene Investigation
Martin Sheen - 'The West Wing
Kiefer Sutherland - 24

Melhor Série – Musical e Comédia

Arrested Development
Monk
The Office
Sex and the City
Will & Grace

Melhor Actriz numa série de TV – Musical e Comédia

Bonnie Hunt - Life With Bonnie
Reba McIntire - Reba
Debra Messing - Will & Grace
Sarah Jessica Parker - Sex and the City
Bitte Schramm - Monk
Alicia Silverstone - Miss Match

Melhor Actor numa série de TV – Musical e Comédia

Ricky Gervais - The Office
Matt LeBlanc - Friends
Bernie Mac - The Bernie Mac Show
Eric McCormack - Will & Grace
Tony Shalhoub - Monk

Melhor Mini-Série e Telefilme

Angels in America - HBO
My House in Umbria - HBO
Normal - HBO
Soldier's Girl - Showtime
Tennessee Williams' The Roman Spring of Mrs. Stone - Showtime

Melhor Actriz numa Mini-Série e Telefilme

Judy Davis - The Reagans
Jessica Lange - Normal
Helen Mirren - Tennessee Williams' The Roman Spring of Mrs. Stone
Maggie Smith - My House in Umbria
Meryl Streep - Angels in America

Melhor Actor numa Mini-Série e Telefilme

Antonio Banderas - And Starring Pancho Villa as Himself
James Brolin - The Reagans
Troy Garity - Soldier's Girl
Al Pacino - Angels in America
Tom Wilkinson - Normal

Melhor Actriz Secundária numa Série, Mini-Série e Telefilme

Kim Cattrall - Sex and the City
Kristin Davis - Sex and the City
Megan Mullally - Will & Grace
Cynthia Nixon - Sex and the City
Mary-Louise Parker - Angels in America

Melhor Actor Secundário numa Série, Mini-Série e Telefilme

Sean Hayes - Will & Grace
Justin Kirk - Angels in America
Ben Schenkman - Angels in America
Patrick Wilson - Angels in America
Jeffrey Wright - Angels in America

Fonte: Site c7nema.net

Cumprimentos cinéfilos,
Tiago Teixeira.

CURIOSIDADES

Olá a toda a comunidade cinéfila!

Desde os seus primórdios até aos dias de hoje, o cinema encantou multidões e marcou gerações. Volvidos mais de 100 anos, a sétima arte continua a exercer sobre cada um de nós um poder mágico e sedutor. De forma a homenagear as pessoas mais importantes no desenvolvimento lento e gradual desta magnífica arte, os autores do site FILM 100 elaboraram um lista das 100 personalidades mais influentes e revolucionárias na história do cinema. É claro que a escolha é sempre subjectiva e como tal sujeita a todo tipo de críticas, mas será impossível ficar indiferente a nomes como Orson Welles, David W. Griffith, Charlie Chaplin, Walt Disney, Alfred Hitchcock, Sergei Eisenstein, Marlon Brando, Louis B. Mayer, Georges Melies, Katharine Hepburn, Stanley Kubrick, Fritz Lang, Ingmar Bergman, Humphrey Bogart, John Williams, Bernard Herrmann, Bette Davis, The Lumiere Bros., David O Selznick, Vittorio de Sica, Akira Kurosawa, Federico Fellini , Steven Spielberg ou Fred Astaire.

De forma a tornar mais interessante vou começar pelo número 100 e acabar no número 1, dedicando a cada um deles uma pequena biografia (quando possível, claro).

Eis uma pequena introdução (retirada do site filmsite.org):





The authors of the Film 100 Web site (now discontinued) ranked the one hundred most influential people in the history of the movies (names appeared in order of influence). They gathered a list of film's most important visionaries, collecting only the names of those whose work and techniques had been felt by millions of moviegoers. Their list below celebrated individuals who produced effects that directly or indirectly created changes in the way films were made, seen, distributed, and preserved. By that criteria, they traced back the ripples of influence to their originators, and gave credit where credit was due. Then, they limited the list to one hundred names and started a long and difficult elimination process, before assigning the final ranked positions. Consequently, many popular persons were not listed in their compilation. But equally, some unknown faces were extremely familiar by their accomplishments.

The authors of Film 100 considered just about every inventor and scientist connected to the film industry, but under the weight of scrutiny, most were edged out by businessmen who exploited their invention. Notoriety or fame played no part in the selection. Joint contributions were treated as a single entry, and large governing bodies like the Screen Actors Guild were not eligible. Innovations that have been credited to an anonymous person were not considered. Following each entry were some selected or recommended films that illustrated each person's influence and innovations.



N.º 100

John Cassavetes



Perhaps better known to the general public as an actor, John Cassavetes' true artistic legacy derives from his work behind the camera; arguably, he was America's first truly independent filmmaker, an iconoclastic maverick whose movies challenged the assumptions of the cinematic form. Obsessed with bringing to the screen the "small feelings" he believed that American society at large attempted to suppress, Cassavetes' work emphasized his actors above all else, favoring character examination over traditional narrative storytelling to explore the realities of the human condition. A pioneer of self-financing and self-distribution, he led the way for filmmakers to break free of Hollywood control, perfecting an improvisational, cinéma vérité aesthetic all his own.

The son of Greek immigrants, Cassavetes was born December 9, 1929, in New York City. After attending public school on Long Island, he later studied English at both Mohawk College and Colgate University prior to enrolling at the New York Academy of Dramatic Arts. Upon graduating in 1950, he signed on with a Rhode Island stock company while attempting to land roles on Broadway and made his film debut in Gregory Ratoff's Taxi in 1953. A series of television roles followed, with Cassavetes frequently typecast as a troubled youth. By 1955, he was playing similar parts in the movies, appearing in pictures ranging from Night Holds Terror to Crime in the Streets.

Cassavetes' career as a filmmaker began most unexpectedly. In 1957, he was appearing on Night People, a New York-based radio show, to promote his recent performance in the Martin Ritt film Edge of the City. While talking with host Jean Shepherd, Cassavetes abruptly announced that he felt the film was a disappointment and claimed he could make a better movie himself; at the close of the program, he challenged listeners interested in an alternative to Hollywood formulas to send in a dollar or two to fund his aspirations, promising he would make "a movie about people." No one was more surprised than Cassavetes himself when, over the course of the next several days, the radio station received over 2,000 dollars in dollar bills and loose change; true to his word, he began production within the week, despite having no idea exactly what kind of film he wanted to make.

Assembling a group of students from his acting workshop, Cassavetes began work on what was later titled Shadows. The production had no script or professional crew, only rented lights and a 16 mm camera. Without any prior experience behind the camera, Cassavetes and his cast made mistake after mistake, resulting in a soundtrack which rendered the actors' dialogue completely inaudible (consequently creating a three-year delay in release while a new soundtrack was dubbed). A sprawling, wholly improvised piece about a family of black Greenwich Village jazz musicians -- the oldest brother dark-skinned, the younger brother and sister light enough to pass for white -- the film staked out the kind of fringe society to which Cassavetes' work would consistently return, posing difficult questions about love and identity.

Unable to find an American distributor, the completed Shadows appeared in 1960, and was widely hailed as a groundbreaking accomplishment. After receiving the Critics Award at that year's Venice Film Festival, it finally was released in the U.S. with the backing of a British distributor. The film's success brought Cassavetes to the attention of Paramount, who hired him to direct the 1961 drama Too Late Blues with Bobby Darin. The movie was a financial and critical disaster, and he was quickly dropped from his contract. Landing at United Artists, he directed A Child Is Waiting for producer Stanley Kramer. After the two men had a falling out, Cassavetes was removed from the project, which Kramer then drastically re-cut, prompting a bitter Cassavetes to wash his hands of the finished product.

Stung by his experiences as a Hollywood filmmaker, he vowed to thereafter finance and control his own work, turning away from directing for several years to earn the money necessary to fund his endeavors. A string of acting jobs in films ranging from Don Siegel's The Killers to Roman Polanski's Rosemary's Baby to Robert Aldrich's The Dirty Dozen (for which he received an Academy Award nomination for Best Supporting Actor) wrapped up Cassavetes for all of the mid-'60s, but in 1968 he returned to filmmaking with Faces, the first of his pictures to star his wife, the brilliant actress Gena Rowlands. Another edgy drama shot in Cassavetes' trademark cinéma vérité style, Faces was a tremendous financial and critical success, garnering a pair of Oscar nominations as well as winning five awards at the Venice Film Festival; its success again brought Hollywood calling, but this time the director entertained only those offers affording him absolute creative control and final cut.

After coming to terms with Columbia, Cassavetes began work on 1970's Husbands, which co-starred Peter Falk and Ben Gazzara. After helming 1971's Minnie and Moskowitz for Universal, he turned to self-financing, creating his masterpiece A Woman Under the Influence, which earned Rowlands an Academy Award nomination in the Best Actress category. With a story he developed with longtime fan Martin Scorsese, Cassavetes next turned to 1976's film noir The Killing of a Chinese Bookie; though also reissued two years later in a truncated version, the picture failed to find an audience, and was barely even circulated. When the same fate befell 1978's Opening Night, Cassavetes was forced to return to Columbia in 1980 to make Gloria.

Four years passed before the director's next film, Love Streams. His subsequent effort was 1985's aptly titled Big Trouble, a comedy already in production when Cassavetes took over for writer/director Andrew Bergman, who had abruptly quit the project. The finished film was subsequently recut by its producers, and Cassavetes publicly declared it a disaster. Upon completing the picture, he became ill; regardless, he continued working, turning to the theatrical stage when he could no longer find funding for his films. A Woman of Mystery, a three-act play which was his final fully realized work, premiered in Los Angeles in 1987. On February 3, 1989, John Cassavetes died. Son Nick continued in his father's footsteps, working as an actor as well as the director of the films Unhook the Stars (1996) and She's So Lovely (1997), the latter an adaptation of one of his father's unfilmed screenplays.

Jason Ankeny, All Movie Guide

N.º 99:

John Hubley



The most influential animator of the postwar era, John Hubley was born May 21, 1914, in Marinette, WI. After graduating from the Los Angeles Art Center, he first made his mark while at Walt Disney Studios, working on films like 1940's Fantasia (for which he served as art director) and 1942's Bambi. However, Hubley quickly grew disenchanted with the hallmarks of the Disney style -- the naturalism, the anthropomorphic character design, the detailed artwork, and the gag comedy -- and in 1941 he left the studio to explore a more contemporary approach in line with the work of abstract illustrators like Saul Steinberg.

After signing on as chief director with the upstart First Motion Picture Unit, which soon changed its name to United Productions of America (UPA), Hubley instituted a series of sweeping changes that encouraged his animation team to push the boundaries of the form, establishing a house aesthetic which favored modern art techniques, unusual angles and textures, and distinctive color combinations. In comparison to the graceful movement of the Disney studios and the vivid 3-D backgrounds of the Fleischer brothers' productions, the UPA style was something entirely new: Color gave way to light and shadow, backdrops were reduced to floating shapes, and abstract lines assumed the place of detailed drawings.

Not only did the world of animation feel the effects of Hubley's vision, even live-action films took notice; the famed graphic designer Saul Bass admittedly absorbed the UPA influence into his stunning title sequences. In addition, Hubley's methods were efficient; cartoons like 1951's Gerald McBoing Boing and the following year's Rooty Toot Toot perfected an economic style which, far removed from the painstaking animation previously in vogue, saved both time and money. Among his other achievements was the creation of the hopelessly near-sighted Mr. Magoo, a popular character inspired by Hubley's own uncle. At the peak of UPA's influence, however, Hubley was forced to resign his position as a result of McCarthyism. Teaming with his wife, Faith, he founded Storyboard Productions in 1955. In 1959, the couple won an Oscar for their animated short film Moonbirds; another Oscar was garnered by The Hole three years later. 1961's Of Stars and Men was the Hubleys' feature-length debut, followed in 1965 by Year of the Horse. After overseeing such other notable shorts as 1967's The Windy Day and 1974's Academy Award-nominated Voyage to Next, John Hubley died on February 21, 1977. He was 62 years old.

Jason Ankeny, All Movie Guide

N.º 98:

Busby Berkeley



American director/choreographer Busby Berkeley made his stage debut at five, acting in the company of his performing family. During World War I, Berkeley served as a field artillery lieutenant, where he learned the intricacies of drilling and disciplining large groups of people. During the 1920s, Berkeley was a dance director for nearly two dozen Broadway musicals, including such hits as A Connecticut Yankee. As a choreographer, Berkeley was less concerned with the terpsichorean skill of his chorus girls as he was with their ability to form themselves into attractive geometric patterns. His musical numbers were among the largest and best-regimented on Broadway. The only way they'd get any larger was if Berkeley moved to films, which he did the moment films learned to talk. His earliest movie gigs were on Sam Goldwyn's Eddie Cantor musicals, where he began developing such techniques as "individualizing" each chorus girl with a loving close-up, and moving his dancers all over the stage (and often beyond) in as many kaleidoscopic patterns as possible. Berkeley's legendary "top shot" technique (the kaleidoscope again, this time shot from overhead) first appeared seminally in the Cantor films, and also the 1932 Universal programmer Night World. Berkeley's popularity with an entertainment-hungry Depression audience was secured in 1933, when he choreographed three musicals back-to-back for Warner Bros.: 42nd Street, Footlight Parade and The Gold Diggers of 1933. Berkeley's innovative and often times splendidly vulgar dance numbers have been analyzed at length by cinema scholars who insist upon reading "meaning" and "subtext" in each dancer's movement. Berkeley always pooh-poohed any deep significance to his work, arguing that his main professional goals were to constantly top himself and to never repeat his past accomplishments. As the outsized musicals in which Berkeley specialized became passé, he turned to straight directing, begging Warners to give him a chance at drama; the result was 1939's They Made Me a Criminal, one of John Garfield's best films. Berkeley moved to MGM in 1940, where his Field Marshal tactics sparked a great deal of resentment with the studio's pampered personnel. He was fired in the middle of Girl Crazy (1941), reportedly at the insistence of Judy Garland. His next stop was at 20th Century-Fox for 1943's The Gang's All Here. Berkeley entered the Valhalla of Kitsch with Carmen Miranda's outrageous "Lady in the Tutti-Frutti Hat" number. The film made money, but Berkeley and the Fox brass didn't see eye to eye over budget matters. Berkeley returned to MGM in the late 1940s, where among many other accomplishments he conceived the gloriously garish Technicolor finales for the studio's Esther Williams films. Berkeley's final film as choreographer was MGM's Billy Rose's Jumbo (1962). In private life, Berkeley was as flamboyant as his work. He went through six wives, an alienation-of-affections suit involving a prominent movie queen, and a fatal car accident which resulted in his being tried (and acquitted) for second degree murder. In the late 1960s, the "camp" craze brought the Berkeley musicals back into the forefront. He hit the college and lecture circuit, and even directed a 1930s-style cold tablet commercial, complete with a top shot of a "dancing clock". In his 75th year, Busby Berkeley returned to Broadway to direct a success revival of No, No Nanette, starring his old Warner Bros. colleague and 42nd Street star Ruby Keeler.

Hal Erickson, All Movie Guide

N.º 97:

Karl Struss



The son of a wire manufacturer, American cinematographer Karl Struss studied photography at Columbia University. His fellow film cameraman Hal Mohr has labelled Struss one of the greatest still photographers who ever lived; in this capacity, Struss maintained his own well-patronized Los Angeles portrait studio from 1914 through 1919. He was first hired for moving pictures in 1919 by Cecil B. DeMille. Climbing to the top in relatively short order, Struss worked most often in collaboration with Charles Rosher; he and Rosher shared the first-ever Best Photography Academy Award for their eye-popping work on F.W. Murnau's Sunrise (1927). Many of Struss' own innovations were often mistakenly credited by film historians to directors; for example, it was Struss and not director Rouben Mamoulian who hit upon using infrared filters for the transformation scenes in 1931's Dr. Jekyll and Mr. Hyde. During his many years at Paramount, Struss helped train some of the best cameramen of the '50s; one of his assistants was George Clemens, who later went on to photograph the Twilight Zone TV series. Struss remained active in films until 1959, often as cameraman for science-fiction director Kurt Neumann; Struss' next to last project was the 1959 version of The Fly, wherein he came up with the now-famous "fly's eye view" shot of Susan Morrow. After wrapping up his movie career, Karl Struss spent an additional ten years filming television commercials, then retired in 1970.

Hal Erickson, All Movie Guide

N.º 96:

Martin Scorsese



The most renowned filmmaker of his era, Martin Scorsese virtually defined the state of modern American cinema during the 1970s and '80s. A consummate storyteller and visual stylist who lived and breathed movies, he won fame translating his passion and energy into a brand of filmmaking that crackled with kinetic excitement. Working well outside of the mainstream, Scorsese nevertheless emerged in the 1970s as a towering figure throughout the industry, achieving the kind of fame and universal recognition typically reserved for more commercially successful talents. A tireless supporter of film preservation, Scorsese has worked to bridge the gap between cinema's history and future like no other director. Channeling the lessons of his inspirations -- primarily classic Hollywood, the French New Wave, and the New York underground movement of the early '60s -- into an extraordinarily personal and singular vision, he has remained perennially positioned at the vanguard of the medium, always pushing the envelope of the film experience with an intensity and courage unmatched by any of his contemporaries.

Scorsese was born on November 17, 1942, in Flushing, NY. The second child of Charles and Catherine Scorsese -- both of whom frequently made cameo appearances in their son's films -- he suffered from severe asthma, and as a result was blocked from participating in sports and other common childhood activities. Consequently, Scorsese sought refuge in area movie houses, quickly becoming obsessed with the cinema, in particular the work of Michael Powell. Raised in a devoutly Catholic environment, he initially studied to become a priest. Ultimately, however, Scorsese opted out of the clergy to enroll in film school at New York University, helming his first student effort, What's a Nice Girl Like You Doing in a Place Like This?, a nine-minute short subject, in 1963.

Scorsese mounted his second student picture, the 15-minute It's Not Just You, Murray!, in 1964, the year of his graduation. His next effort was 1967's brief The Big Shave; finally, in 1969 he completed his feature-length debut, Who's That Knocking at My Door?, a drama starring actor Harvey Keitel, who went on to appear in many of the director's most successful films. The feature also marked the beginning of Scorsese's long collaboration with editor Thelma Schoonmaker, a pivotal component in the evolution of his distinct visual sensibility.

After a tenure teaching film at N.Y.U. (where among his students were aspiring directors Oliver Stone and Jonathan Kaplan), Scorsese released Street Scenes, a documentary account of the May 1970 student demonstrations opposing the American military invasion of Cambodia. He soon left New York for Hollywood, working as an editor on films ranging from Woodstock to Medicine Ball Caravan to Elvis on Tour and earning himself the nickname "the Butcher." For Roger Corman's American International Pictures, Scorsese also directed his first film to receive any kind of widespread distribution, 1972's low-budget Boxcar Bertha, starring Barbara Hershey and David Carradine. With the same technical crew, he soon returned to New York to begin working on his first acknowledged masterpiece, the 1973 drama Mean Streets. A deeply autobiographical tale exploring the interpersonal and spiritual conflicts facing the same group of characters first glimpsed in Who's That Knocking at My Door?, Mean Streets established many of the thematic stylistic hallmarks of the Scorsese oeuvre: his use of outsider antiheroes, unusual camera and editing techniques, dueling obsessions with religion and gangster life, and the evocative use of popular music. It was this film that launched him to the forefront of a new generation of American cinematic talent. The film also established Scorsese's relationship with actor Robert DeNiro, who quickly emerged as the central onscreen figure throughout the majority of his work.

For his follow-up, Scorsese traveled to Arizona to begin shooting 1974's Alice Doesn't Live Here Anymore, a response to criticism that he couldn't direct a "women's film." The end result brought star Ellen Burstyn a Best Actress Oscar at the year's Academy Awards ceremony, as well as a Best Supporting Actress nomination for co-star Diane Ladd. Next up was 1974's Italianamerican, a film Scorsese often claimed as his personal favorite among his own work. A documentary look at the experience of Italian immigrants as well as life in New York's Little Italy, it starred the director's parents, and even included Catherine Scorsese's secret tomato sauce recipe.

Upon his return to New York, Scorsese began work on the legendary Taxi Driver in the summer of 1974. Based on a screenplay by Paul Schrader, the film explored the nature of violence in modern American society, and starred DeNiro as Travis Bickle, a cabbie thoroughly alienated from humanity who begins harboring delusions of assassinating a Presidential candidate and saving a young prostitute (Jodie Foster) from the grip of the streets. Lavishly acclaimed upon its initial release, Taxi Driver won the Palme d'Or at the 1976 Cannes Film Festival. Five years later, it became the subject of intense scrutiny when it was revealed that the movie was the inspiration behind the attempted assassination of Ronald Reagan by John Hinckley, who had become obsessed with the film as well as Foster herself.

Scorsese's next feature was New York, New York, a lavish 1977 musical starring DeNiro and Liza Minnelli. The first of his major films to receive less-than-glowing critical acclaim, it was widely considered a failure by the Hollywood establishment. Despite doubts about his artistry, Scorsese forged on, and continued work on his documentary of the farewell performance of The Band, shot on Thanksgiving Day of 1976. Complete with guest appearances from luminaries ranging from Muddy Waters to Bob Dylan to Van Morrison, the concert film The Last Waltz bowed in 1978, and won raves on the festival circuit as well as from pop-music fans. American Boy: A Profile of Steven Prince, a look at the raconteur who appeared as the gun salesman in Taxi Driver, followed later that same year.

In April 1979, after years of preparation, Scorsese began work on Raging Bull, a film based on the autobiography of boxer Jake LaMotta. Filmed in black-and-white, the feature was his most ambitious work to date, and is widely regarded as the greatest movie of the 1980s. DeNiro won the Best Actor Oscar for his portrayal of LaMotta, while newcomer Cathy Moriarty won a Best Actress nomination for her work as LaMotta's second wife. (Additionally, Thelma Schoonmaker won an Academy Award for editing). Scorsese and DeNiro again reunited for the follow-up, 1983's The King of Comedy, a bitter satire exploring the nature of celebrity and fame.

Since the age of ten, Scorsese had dreamed of mounting a filmed account of the life of Jesus; finally, in 1983 it appeared that his adaptation of Nikos Kazantzakis' novel The Last Temptation of Christ was about to come to fruition. Ultimately, just four weeks before shooting was scheduled to begin, funding for the project fell through. Scorsese was forced to enter a kind of work-for-hire survival period, accepting an offer to direct the 1985 downtown New York comedy After Hours. In the spring of 1986, he began filming The Color of Money, the long-awaited sequel to Robert Rossen's 1961 classic The Hustler. Star Paul Newman, reprising his role as pool shark "Fast" Eddie Felson, won his first Academy Award for his work, while co-star Mary Elizabeth Mastrantonio scored a Best Supporting Actress nomination.

The Color of Money was Scorsese's first true box-office hit; thanks to its success, he was finally able to film The Last Temptation of Christ. Starring Willem Dafoe in the title role, the feature appeared in 1988 to considerable controversy over what many considered to be a blasphemous portrayal of the life and crucifixion of Christ. Ironically, the protests helped win the film a greater foothold at the box office, while making its director a household name. After contributing (along with Francis Ford Coppola and Woody Allen) to the 1989 triptych New York Stories, Scorsese teamed with DeNiro for the first time since The King of Comedy and began working on his next masterpiece, 1990's Goodfellas. Based on author Nicholas Pileggi's true-crime account Wiseguy, the film dissected the New York criminal underworld in absorbing detail, helping actor Joe Pesci earn an Oscar for his supporting role as a crazed mob hitman.

As part of the deal with Universal Pictures which allowed him to make Last Temptation, Scorsese had also agreed to direct a more "commercial" film. The result was 1991's Cape Fear, an update of the classic Hollywood thriller. The follow-up, 1993's The Age of Innocence, was a dramatic change of pace; based on the novel by Edith Wharton, the film looked at the New York social mores of the 1870s, and starred Daniel Day-Lewis and Michelle Pfeiffer. In 1995, Scorsese resurfaced with two new films. The first, Casino, documented the rise and decline of mob rule in the Las Vegas of the 1970s, while A Century of Cinema -- A Personal Journey With Martin Scorsese Through American Cinema examined the evolution of the Hollywood filmmaking process. In 1997, he completed Kundun, a meditation on the formative years of the exiled Dalai Lama. That same year he received the American Film Institute's Lifetime Achievement honor. In 1998, he participated in the American Film Institute's AFI's 100 Years...100 Movies, once again doing his part to help bridge the films of the past with those of the future.

Scorsese returned to the director's chair in 1999 with Bringing Out the Dead. A medical drama starring Nicolas Cage as an emotionally exhausted paramedic, it marked the director's return to New York's contemporary gritty milieu.

Jason Ankeny, All Movie Guide

Cumprimentos cinéfilos,
Tiago Teixeira.

Quarta-feira, Dezembro 17, 2003

BOX-OFFICE AMERICANO

[Lugar; Título do filme; Total de dólares desde a estreia]

1. Something's Gotta Give (2003) 16.0m
2. Last Samurai, The (2003) 46.8m
3. Stuck On You (2003) 9.4m
4. Love Don't Cost a Thing (2003) 6.3m
5. Haunted Mansion, The (2003) 53.7m
6. Elf (2003) 147.0m
7. Bad Santa (2003) 35.7m
8. Honey (2003) 19.7m
9. Cat in the Hat, The (2003) 90.7m
10. Gothika (2003) 53.9m

Fonte: IMDB

Something's Gotta Give :

Classificações:

Rottentomatoes: 70%; 6.7/10
IMDB: 7.1/10

Breves comentários:

+:

- "Sharp, witty, and deep-down funny, Something's Gotta Give is one of the best adult romantic comedies of the year -- or the last few years, for that matter." -- Paul Clinton, CNN

- "[Keaton and Nicholson] bring so much experience, knowledge and humor to their characters that the film works in ways the screenplay might not have even hoped for."
-- Roger Ebert, CHICAGO SUN-TIMES

- "It's funny, heartfelt, and has something to give - entertainment. "
-- Cherryl Dawson and Leigh Ann Palone, THEMOVIECHICKS.COM

-:

- "A man who discovers the beauty of a woman his own age? Only Hollywood — birthplace of the Trophy Wife — could try to pass this notion off as something clever and original."
-- Jeffrey Bruner, DES MOINES REGISTER

- "A standard-issue bog of glossy idiocy and audience disrespect."
-- Michael Atkinson, VILLAGE VOICE

- "The problems lie not in the movie's ideas or casting, but in the sitcom-like screenplay employed by writer/director Nancy Meyers, and in the inability of the filmmakers to cut the movie down to a reasonable length."
-- James Berardinelli, REELVIEWS

Trailer do filme
Site Oficial

Cumprimentos cinéfilos,
Tiago Teixeira.

NOTÍCIAS

- Estreias de cinema passam a ser à quinta-feira?



Há bastantes anos que o dia de estreias em Portugal é à sexta-feira. Agora, e devido a variadissimas razões, os distribuídores nacionais vão anunciar que o dia de estreias em Portugal passa a ser a quinta-feira. A medida, que brevemente será posta em prática, certamente vai de encontro às pretensões de muitos espectadores que vão substituindo cada vez mais a noite de sexta-feira pela de quinta para se divertirem.

Fonte: Site c7nema.net

Terça-feira, Dezembro 16, 2003

NOTÍCIAS

- Críticos de Nova Iorque coroam "O Senhor dos Anéis"





O Círculo de Críticos de Nova Iorque, composto por jornalistas dos grandes jornais e revistas , conhecido por escolher filmes de cariz mais independente e menos "comercial", mais "intelectuais" e ao arrepio das escolhas mais tradicionais dos Oscares, escolheu The Lord of the Rings - The Return of the King/"O Senhor dos Anéis - O Regresso do Rei", o tomo final de uma saga que custou mais de 300 milhões de dólares e que estreia esta quarta-feira em todo o mundo, como o seu melhor filme de 2003.

Esta escolha é tanto mais surpreendente quanto a história de fantasia e o espectáculo de efeitos especiais não podia ser mais diferente em relação às restantes escolhas que o grupo fez. Um dos seus membros disse que o filme "era lindíssimo, puro cinema, tem uma dimensão épica no drama, nas cenas de batalhas, bastante envolvimento emocional, personagens verdadeiramente complexas e desenvolvidas, e alívio cómico quando é necessário". Outro membro acrescentou: "Todos os filmes que costumamos distinguir costumam ser projectos ambiciosos que correm riscos. Fazer algo a esta escala -todos os três filmes ao mesmo tempo, a New Line a apostar a sua própria existência no sucesso do projecto e ter-se tornado muito melhor do que as pessoas imaginavam- é muito semelhante ao que fizeram alguns dos nossos anteriores vencedores."

Ainda assim, esta escolha deixou muitos analistas desconcertados e alguns até chocados. O filme de Peter Jackson é agora considerado um dos principais concorrentes ao Oscar de melhor filme. Outros finalistas considerados pelo Círculo de Críticos de Nova Iorque foram Mystic River, American Splendor e Lost in Translation.

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Os restantes prémios atribuídos foram:

* Realização: Sofia Coppola (Lost In Translation)

* Actor: Bill Murray (Lost In Translation)

* Actriz: Hope Davis (American Splendor e The Secret Lives of Dentists)

* Actor Secundário: Eugene Levy (A Mighty Wind)

* Actriz Secundária: Shohreh Ashdaghloo (House of Sand and Fog)

* Melhor Primeiro Filme: American Splendor

* Argumento: The Secret Lives of Dentists

* Melhor Filme Estrangeiro: Cidade de Deus (Brasil)

* Documentário: Capturing the Friedmans

* Melhor Filme de Animação: The Triplets of Belleville

* Fotografia: Harris Savides (Elephant e Gerry)


Um pouco de história do NYFCC ...

John Huston once called their award "the greatest honor that anyone in my profession can receive," and John Ford even admitted, "it means more to me than any other honor." For sixty-five years the New York Film Critics Circle have consistently recognized, championed and defended films that may otherwise have been slighted by audiences and the entertainment industry. Founded in part as a response to the Academy Awards' sometimes dubious selections for the annual best in cinema, the NYFCC has from the start prided itself on striving to recognize a higher standard of film.

Compared with the Oscars, the group's Best Picture track record speaks for itself: "Citizen Kane" over "How Green Was My Valley;" "A Clockwork Orange" over "The French Connection; " "Day for Night" over "The Sting;" "Goodfellas" over "Dances with Wolves." Its announcement of winners weeks in advance of the Oscar nominations even points to the group's natural role as a prize harbinger: since 1935, the Academy Awards has given Best Picture to 43% of the NYFCC's picks.

Twenty years before the Academy Awards started doling out Oscars for best foreign film, the NYFCC was recognizing and heralding movies from other countries, including "Grand Illusion," "Rome, Open City," and "Diabolique." The NYFCC was the first organization in the States to celebrate "The 400 Blows" and fought censorship when the Catholic Church banned the 1948 omnibus "Ways of Love" for its inclusion of Rosselini's sacrilegious episode "The Miracle." The NYFCC even spawned another kudos-driven organization: in 1966, a few restless members like Joe Morgenstern left the group and started the National Society of Film Critics.

Traditionally people are either invited into the group, or they apply for membership. 130 critics have been members since the group began, among them alumni like Pauline Kael, Judith Crist, Renata Adler, and Frank Rich, who reviewed movies for Time in the 1970s; screenwriter Jay Cocks ("The Age of Innocence") was even once a member. And some have shown remarkable longevity: The New York Times' Bosley Crowther stayed for 30 years, and seminal critic Andrew Sarris is beginning his fourth continuous decade in the group.

Membership, which over the years has fluctuated from 11 to 31 people, was once strictly limited to critics published in daily New York newspapers. But the city's newspaper strike in 1962 crippled the industry and forced the group to extend its reach to include magazines, where many of their newly-unemployed members had landed jobs. By the end of the 1960s, critics writing for national magazines like Newsweek, Playboy, The Saturday Review, and TV Guide were members. And when, in 1987, Time critic Richard Schickel moved to Los Angeles, membership broadened itself geographically, to the point where the group now enjoys three expatriates on the West Coast.

From the lively debates of the early years to today's silent ballot, the NYFCC have always made stimulating choices every year. Strongly opinionated, passionately fervent about movies, and rarely in agreement on anything, The NYFCC has time and again remained at the crest of critical opinion in this country, leaving in its wake a rich and vibrant history.

Membros do NYFCC :

Thelma Adams
US WEEKLY

John Anderson
NEWSDAY

David Ansen
NEWSWEEK

Michael Atkinson
VILLAGE VOICE

Jami Bernard
NEW YORK DAILY NEWS

Dwight Brown
SAVOY MAGAZINE

Bob Campbell

Richard Corliss
TIME

Mike D'Angelo
TIME OUT NEW YORK

David Denby
THE NEW YORKER

Marshall Fine
THE JOURNAL NEWS

Jonathan Foreman
NEW YORK POST

Owen Gleiberman
ENTERTAINMENT WEEKLY

J. Hoberman
VILLAGE VOICE

Andrew Johnston
US WEEKLY

Dave Kehr
FILM COMMENT

Stewart Klawans
THE NATION

Nathan Lee
THE NEW YORK SUN

Megan Lehman
NEW YORK POST

Dennis Lim
VILLAGE VOICE

Joe Morgenstern
WALL ST. JOURNAL

Peter Rainer
NEW YORK MAGAZINE

Rex Reed
THE NEW YORK OBSERVER

Leah Rozen
PEOPLE MAGAZINE

Andrew Sarris
THE NEW YORK OBSERVER

Richard Schickel
TIME

Lisa Schwarzbaum
ENTERTAINMENT WEEKLY

Matt Zoller Seitz
NEW YORK PRESS/THE STAR-LEDGER

Gene Seymour
NEWSDAY

David Sterritt
CHRISTIAN SCIENCE MONITOR

Jan Stuart
NEWSDAY

Peter Travers
ROLLING STONE

Armond White
NEW YORK PRESS

Stephen Whitty
NEWHOUSE NEWSPAPERS/THE STAR-LEDGER

Em 2002, Far From Heaven/"Longe do Paraíso" foi considerado o melhor filme e em 2001 foi escolhido Mulholland Drive, de David Lynch.

Cumprimentos cinéfilos,
Tiago Teixeira.

Segunda-feira, Dezembro 15, 2003

NOTÍCIAS

- American Film Institute (AFI) elege os seus 10 mais do ano 2003



O American Film Institute, que todos os anos entrega o seu prestigiado Prémio de Carreira, também entrou na tradição de destacar os seus melhores filmes do ano.

Os prémios do AMI, que começaram em 2000, são escolhidos por um júri de 13 pessoas, que inclui críticos, estagiários do AFI, professores universitários, actores, argumentistas, realizadores e outros membros da indústria. Os prémios querem distinguir novos valores e realçar a qualidade cinematográfica, tentando "mostrar o que consideramos excelência em cinema em 2003", de acordo com Jean Firstenberg, directora do organismo.

Ainda de acordo com Jean Firstenberg, o organismo não ordena as suas escolhas por ordem de importância, pois o que se pretende celebrar é a "colaboração artística à frente e por detrás das câmaras que tornaram estas histórias possíveis".

Eis os 10 títulos seleccionados pelos membros desta instituição para 2003, por ordem alfabética:

* American Splendor, de Shari Springer Berman e Robert Pulcini

* Finding Nemo/"À Procura de Nemo", de Andrew Stanton e Lee Unkrich

* The Human Stain/"Culpa Humana", de Robert Benton

* Lost in Translation, de Sofia Coppola

* Master and Commander/"Master and Commander - O Lado Longínquo do Mundo", de Peter Weir

* Mystic River, de Clint Eastwood

* Monster, de Patty Jenkins

* In America/"Na América", de Jim Sheridan

* The Lord of the Rings - The Return of the King/"O Senhor dos Anéis - O Regesso do Rei", de Peter Jackson

* The Last Samurai/"O Último Samurai", de Edward Zwick

Curiosamente, filmes como Cold Mountain, de Anthony Minghella, Seabiscuit/"Nascido para Ganhar", de Gary Ross, Big Fish, de Tim Burton, e House of Sand and Fog, de Vadim Perelman, considerados favoritos para os vários prémios da temporada, ficaram de fora.

Os prémios serão anunciados a 22 de Janeiro.

Fonte: Cinema2000

Cumprimentos cinéfilos,
Tiago Teixeira.

Domingo, Dezembro 14, 2003

NOTÍCIAS

- Robert Altman faz incursão no universo do ballet



The Company tem estreia prevista para Dezembro nos EUA e ainda não há previsão de lançamento para Portugal. O veterano realizador, autor de vários clássicos, ao que parece dá continuidade às suas incursões realistas num universo específico, como as relacionadas ao mundo do cinema (The Player) e da moda (Prét-a-Porter).

Em cooperação com o Joffrey Ballet de Chicago, Altman segue as vidas pessoais e profissionais dos bailarinos da companhia. Neve Campbell (Scream/"Gritos"), que escreveu o argumento, é o principal nome do elenco, interpretando uma talentosa mas conflituosa bailarina em ascensão.

Malcom McDowell é o co-fundador e director artístico da companhia, considerado um dos melhores coreógrafos do país. James Franco faz o namorado de Campbell e um dos poucos personagens que não pertence ao mundo do ballet. O próximo projecto de Robert Altman, The Paint, deve seguir na mesma linha – ao abordar o universo artístico de Nova Iorque – e terá Selma Hayek no papel principal.

- Nicole Kidman actua em épico sobre a Guerra Civil norte-americana


Imagem do filme Cold Mountain, com Jude Law e Nicole Kidman nos principais papéis

Realizado por Anthony Minghella (de The English Patient/“O Paciente Inglês” e The Talented Mr. Ripley/ “O Talentoso Mr. Ripley”), Cold Mountainretoma uma temática semelhante a de "O Paciente Inglês". Trata-se de um épico intimista e romântico, tendo a Guerra Civil norte-americana como pano de fundo, que narra a viagem de regresso a casa do soldado Inman (Jude Law) que busca resgatar Ada (Nicole Kidman), a mulher que ele deixou para trás ao ir para a guerra. O elenco inclui Renée Zellweger.

Cold Mountain teve cenas filmadas na Roménia e a música é de Gabriel Yared. O filme estreia nos EUA no final de Dezembro e tem data de estreia prevista para Portugal a 13 de Fevereiro.

- Novo filme de Woody Allen estreia em Janeiro



Anything Else, filme que abriu a última edição do Festival de Veneza, estreia em Portugal em Janeiro. Uma comédia romântica situada em Nova Iorque, o filme aborda a relação entre um homem de meia-idade (Allen) e uma jovem, protagonizada por Christina Ricci. O elenco conta ainda com Jason Biggs (de American Pie) e Danny De Vito. O realizador retoma o seu universo habitual de personagens neuróticos a circularem por Manhattan. O último trabalho do realizador foi Hollywood Ending, lançado em 2002.

Fonte: Site 7arte.net

Cumprimentos cinéfilos,
Tiago Teixeira.

Sábado, Dezembro 13, 2003

NOTÍCIAS

- Sean Penn e Nicole Kidman juntos em The Interpreter





Sean Penn (Mystic River) vai participar ao lado de Nicole Kidman The Human Stain) em The Interpreter, um filme de Sydney Pollack para a Working Title e Universal.

Nicole Kidman irá assumir o papel de uma intérprete da ONU que após ouvir aquilo que é um plano de assassinato de um líder africano torna-se um alvo a abater.
Será ela e um agente do FBI (Sean Penn) que tentarão travar o crime e defenderem-se das ameaças mortais dos assassinos. Com o argumento de Charles Randolph (The Life of David Gale/"Inocente ou Culpado" (2003)) , o filme começa as filmagens no próximo Outono.

- Jerry Seinfeld prepara filme sobre o mundo das abelhas



Jerry Seinfeld, mais conhecido pela famosa série da NBC com o seu nome, vai escrever, produzir e participar numa comédia para a DreamWorks.

O filme, animado, chama-se Bee Movie e desenrola-se num fantástico mundo das abelhas. Seinfeld mostra-se muito esperançado em que o projecto seja uma sucesso e conta com o apoio inequívoco de Jeffrey Katzenberg e Steven Spielberg.

- Nebraska- O Próximo Projecto de Alexander Payne



Alexander Payne, o realizador de About Schmidt, irá realizar Nebraska, um produção de baixo orçamento (10 milhões de dólares) que será filmada a preto e branco.

No filme, um alcoólico envelhecido obriga o seu filho a levá-lo de Montana até ao Nebraska, para que possa resgatar um bilhete premiado. Relutantemente o filho aceita mas, suspeita que o bilhete premiado seja apenas uma carta-tipo enviada a milhares de pessoas. Bob Nelson escreveu o guião.

- Tobey Maguire a caminho de Electroboy



A produtora de Tobey Maguire - Maguire Entertainment - juntou-se à Endgame Entertainment e à Raw Entertainment para adaptar para o cinema Electroboy, uma obra de Andy Behrman.

Este filme contará as peripécias de um maníaco-depressivo que ganha a vida a forjar obras de arte. As suas escapadas sexuais, problemas com as drogas e terapia baseada em choques eléctricos são outros assuntos abordados da vida deste homem.

Matthew Chapman (Runaway Jury) escreveu o guião e o próprio Tobey Maguire deverá interpretar o principal papel.

(Fonte: Site c7nema.net)

Cumprimentos cinéfilos,
Tiago Teixeira.

Terça-feira, Dezembro 09, 2003

BOX-OFFICE AMERICANO

[Lugar; Título do filme; Total de dólares desde a estreia]

1 Last Samurai, The (2003) 24.4m
2. Honey (2003) 14.0m
3. Haunted Mansion, The (2003) 46.1m
4. Elf (2003) 139.0m
5. Cat in the Hat, The (2003) 85.5m
6. Bad Santa (2003) 27.2m
7. Gothika (2003) 49.6m
8. Missing, The (2003/I) 22.1m
9. Master and Commander: The Far Side of the World (2003) 72.6m
10. Love Actually (2003) 48.9m

(Fonte: IMDB)

Cumprimentos cinéfilos,
Tiago Teixeira.

NOTÍCIAS

- "Adeus Lenine!" triunfa nos Prémios do Cinema Europeu




Estatueta da Academia de Cinema Europeu

"Adeus Lenine!" foi o mais distinguido na edição deste ano do festival que distingue a produção europeia de cada ano. Lars von Trier teve de contentar-se apenas com o prémio pela realização de «Dogville».

A celebração do Cinema Europeu decorreu este sábado, 7 de Dezembro, como já é habitual, em Berlim. Esta é uma iniciativa da Academia Europeia de Cinema destinada a escolher os melhores da produção europeia do ano anterior, atribuindo também um prémio ao melhor filme estrangeiro lançado nos écrans da Europa. O público europeu tem também a oportunidade de dar os seus prémios.


Imagem do filme "Adeus Lenine!", o grande vencedor da cerimónia de entrega anual dos prémios da Academia de Cinema Europeu


Daniel Brühl

O filme "Adeus Lenine!", de Wolfgang Becker, recebeu o prémio de Melhor Filme Europeu 2003 na 16.ª Gala do Cinema Europeu em Berlim, que premiou ainda Daniel Brühl, o seu protagonista, como Melhor Actor, e o respectivo argumento de Bernd Lichtenberg. Good Bye Lenin conta a história de um filho que faz coisas inacreditáveis para restaurar a saúde da mãe quando esta desperta de coma, mantendo-a na ilusão de que o Muro de Berlim continuava em pé e que Lenine tinha ganho a batalha contra o capitalismo. O filme alemão estreou em Setembro nas salas portuguesas, onde ainda se encontra em exibição com bastante sucesso.


Lars Von Trier

Lars von Trier, que em 2000, ganhou o prémio principal com "Dancer in the Dark", foi considerado este ano o Melhor Realizador Europeu por "Dogville".


Charlotte Rampling

Charlotte Rampling foi a Melhor Actriz Europeia graças a "Swimming Pool".


Imagem do filme "As Invasões Bárbaras"

O Melhor Filme Não-Europeu foi "As Invasões Bárbaras", de Denys Arcand (Canadá), que estreou esta sexta-feira em Portugal. Os outros nomeados nesta categoria eram 21 Grams (de Alejandro González Iñárritu), Spring, Summer, Fall, Winter... and Spring/"Bom, Yeoreum, Gaeul, Gyeowool, Geurigo Bom" (de Kim Ki-Duk), "À Procura de Nemo" (de Andrew Stanton e Lee Unkrich), "Kill Bill - A Vingança" (de Quentin Tarantino), Lost in Translation (de Sofia Coppola), "Mystic River" (de Clint Eastwood) e Zatoichi (de Takeshi Kitano).

Os restantes prémios atribuídos pela Academia do Cinema Europeu foram os seguintes:

* Melhor Director de Fotografia - Anthony Dod Mantle ("28 Dias Depois" e "Dogville");


Claude Chabrol

* Homenagem a uma figura europeia pelo conjunto da sua carreira - Claude Chabrol (França);


Carlo di Palma

* Contribuição para o cinema mundial por um europeu - Carlo di Palma (Itália);

* Descoberta Europeia 2003/Prémio Fassbinder - Vozvraschenie , de Andrei Zvyagintsev (Rússia);

* Prémio da Crítica 2003/Prémio Fipresci - Buongiorno, Notte, de Marco Bellocchio (Itália);

* Grande Prémio do Documentário Europeu 2003/Prémio Arte - S21, La Machine de Mort Khmere Rouge, de Rithy Panh (França);

* Curta-Metragem Europeia 2003/Prémio UIP: (A) Torzija, de Stefan Arsenijevic (Eslovénia);


Katrin Sass

Os Prémios do Público 2003, votados por espectadores de toda a Europa, foram todos atribuídos a "Adeus Lenine!". Assim, Wolfgang Becker foi eleito o Melhor Realizador Europeu, Katrin Sass e Daniel Brühl, respectivamente mãe e filho nesse filme, receberam as honras de Melhor Actriz e Melhor Actor.

Curiosidades:

-The creation of the European Film Academy was the initiative of a group of filmmakers brought together on the occasion of the first European Film Awards ceremony held in Berlin, Germany, in November 1988. Initially founded under the name of European Cinema Society by its first president Ingmar Bergman and 40

-European filmmakers, its objective is to promote the interests of the European film industry. In 1991 it was renamed the European Film Academy.
In an attempt to bring new life to the event the European Film Academy relaunched the European Film Awards in 1997 and introduced a new statuette which still remains unnamed. The trophy was named Felix after the statuette presented from 1988 to 1996.


Vencedores de anos anteriores:


-2002: Hable con ella
-2001: Fabuleux destin d'Amélie Poulain, Le
-2000: Dancer in the Dark
-1999: Todo sobre mi madre
-1998: Vita è bella, La
-1997: Full Monty, The
-1996: Breaking the Waves
-1995: Land and Freedom
-1994: Lamerica
-1993: Urga
-1992: Ladro di bambini, Il
-1991: Riff-Raff
-1990: Porte aperte
-1989: Topio stin omichli
-1988: Krótki film o zabijaniu


(Fonte: Cinema2000 e site www.europeanfilmacademy.org)

Cumprimentos cinéfilos,
Tiago Teixeira.

Sexta-feira, Dezembro 05, 2003

NOTÍCIAS

- Retrospectiva José César Monteiro



No dia 12 de Dezembro a Atalanta Filmes/Madragoa Filmes vão dar início a uma retrospectiva integral das longas-metragens do cineasta português João César Monteiro. Durante três semanas, no Cinema King, em Lisboa, voltarão a ser exibidos os filmes: "Veredas", "Silvestre", "À Flor do Mar", "Recordações da Casa Amarela", "O Último Mergulho", "A Comédia de Deus", "Le Bassin de J.W.", "As Bodas de Deus", "Branca de Neve" e "Vai e Vem" . Esta retrospectiva será depois apresentada no resto do país.

Simultaneamente, será lançada em DVD a obra completa do cineasta. São onze DVD com as longas, curtas-metragens, alguns filmes inéditos e um conjunto de entrevistas e material que enquadram a obra de um dos maiores realizadores portugueses.


João César Monteiro nasceu numa família de classe média anticlerical e anti-salazarista em Figueira da Foz, uma estação balneária do centro de Portugal, em 1939.

"Recordações da Casa Amarela" (1989), venceu o Leão de Prata no Festival de Veneza. O filme foi o primeiro com o personagem João de Deus (nome popular do Papa João Paulo II), alter-ego interpretado pelo próprio cineasta, um ser miserável, escatológico e obcecado pelo sexo feminino. O personagem reapareceria mais tarde em Passeio com Johnny Guitar (1995), A Comédia de Deus (1995, 19ª Mostra) e As Bodas de Deus (1998, apresentado na 23ª Mostra).

Em "Branca de Neve" (2000, exibido na 24ª Mostra) , Monteiro dispensou as imagens e, com a tela toda preta, fez o filme apenas com as vozes dos atores. "Vai e Vem" , seu último filme, foi terminado poucas semanas antes de morrer de cancro, em Fevereiro.

O filme apresenta todas as obsessões do diretor: igreja, governo, políticos, executivos de cinema, americanos. Sai João de Deus e aparece João Vuvu, velho pedófilo apegado a rituais sexuais nada convencionais. Na obra, Monteiro filmou a si mesmo em estado terminal. A 27ª Mostra apresenta a Retrospectiva João César Monteiro com cópias restauradas por seu produtor, Paulo Branco.

Filmes da retrospectiva

"A Comédia de Deus" (1995)

João de Deus tem uma vida bastante comum. Sua rotina se divide entre o trabalho na sorveteria "Paraíso do Gelado" e a casa onde, nos momentos de solidão, dedica-se a colecionar pêlos pubianos femininos num álbum chamado por ele de ¿O Livro dos Pensamentos¿.

"À Flor do Mar"

Um ano depois da morte do marido, Laura Rosselini retorna a sua casa à beira-mar com os filhos e os tios. Enquanto a família faz um passeio de barca, Laura permanece sozinha e escuta no rádio a notícia do assassinato de um líder palestino. O crime aconteceu pela manhã em um pequeno hotel não muito distante dali. Na praia deserta, Laura encontra um ferido que nega qualquer relação com o fato, e decide ajudar-lhe. Enquanto isso as notícias continuam circulando em busca do assassino. Outros elementos se juntam à trama; um misterioso veleiro, um assalto por um grupo armado, explosão e fogo.

"As Bodas de Deus" (1999)

Num parque gelado, um mensageiro de Deus dá uma maleta cheia de dinheiro para o vagabundo João de Deus. Ao contar as notas, escuta um corpo se jogando nas águas do lago. É a jovem Joana se afogando. Ele a salva e a leva para um convento. Assim começam as aventuras de João de Deus.

"Branca de Neve" (2000)

Talvez o mais polêmico filme do cineasta. Ouve-se apenas as vozes dos atores interpretando o poema do escritor suíço Robert Walser, uma versão moderna de Branca de Neve: não há imagens do enredo, a tela fica escura.

"A Bacia de John Wayne" (1997)

Dois atores que atuam na peça Inferno, do dramaturgo sueco August Strindberg, como Deus e Lúcifer, acabam competindo na vida real também.

"O Último Mergulho" (1992)

É noite e a avenida junto ao rio está deserta. O adolescente Samuel contempla o Tejo que corre aos seus pés e planeja o suicídio. O senhor Eloi, um velho marinheiro, aproxima-se para tentar saber as suas intenções. Samuel convida-o a acompanhá-lo no seu último mergulho no rio. Eloi o impede de se atirar à água e convida-o a dar uma volta pela cidade.

"Passeio com Johnny Guitar" (1995)

João de Deus volta para casa, não se sabe de onde. Ele tem uma ferida na cabeça. Na cidade que amanhece, dizem que o senhor Monteiro, alter-ego de João de Deus, passeia de tempos em tempos com Nicholas Ray, o diretor do filme.

"Quem Espera por Sapatos de Defunto Morre Descalço" (1971)

O segundo filme de César Monteiro é sobre o cinema: jovens e inexperientes atores e a sua relação com a câmera. Fala sobre as aventuras e desventuras de um grupo de jovens intelectuais de Lisboa e das atribulações de dois amigos que, em desespero, começam a mendigar de porta em porta e acabam ganhando um pacote que tinha dentro um par de sapatos de um morto.

"Recordações da Casa Amarela" (1989)

Primeiro filme em que aparece o personagem João de Deus. Um pobre-diabo de meia-idade vive no quarto de uma pensão barata na zona velha e ribeirinha da cidade. Atormentado pela doença e por várias vicissitudes, o idiota, que se alimenta de Schubert e de uma vaga cinefilia como forma de resistência à miséria, é posto no olho da rua após tentativa sexual frustrada com a filha da dona da pensão.

"Silvestre" (1981)

A história do filme é tirada de dois romances portugueses tradicionais: A Donzela Que Vai À Guerra, de origem judaica peninsular, e A Mão do Finado, transmitida por tradição oral e que faz parte do ciclo do Barba Azul.

"Vai e Vem" (2002)

Finalizado pouco antes da morte do diretor, Vai e Vem mostra o cotidiano de João Vuvu, um viúvo que vive sozinho e tem como único familiar o filho que está preso por múltiplos crimes. Sua rotina se baseia nas viagens que faz na linha do ônibus 100, em Lisboa.

(Fonte: Site cinema.terra.com.br e 7arte.net)

Cumprimentos cinéfilos,
Tiago Teixeira.

Quinta-feira, Dezembro 04, 2003

NOTÍCIAS

- Continuação de Dogville já tem nova protagonista


Realizador Ron Howard e sua filha Bryce

Após a desistência de Nicole Kidman em continuar a interpretar Grace, a personagem por si encarnada em Dogville, o realizador Lars von Trier já terá escolhido uma nova protagonista para a segunda parte da sua trilogia americana.

De acordo com informações do Hollywood Reporter, o realizador Lars von Trier escolheu Bryce Dallas Howard, cujo primeiro filme em cinema é The Woods, realizado por M. Night Shyamalan e ainda por estrear nas salas norte-americanas.
Howard é a filha mais velha do realizador Ron Howard ("Apollo 13", "Uma Mente Brilhante" ). De acordo com as últimas informações, a actriz está nas negociações finais para protagonizarManderley, que abordará a escravatura no sul dos EUA, sendo o segundo filme da prevista trilogia do realizador dinamarquês cuja acção decorre nas cidades do interior dos Estados Unidos, mas recriadas na Dinamarca. As filmagens estão previstas para começar em Março de 2004 e espera-se que seja encenado através de uma técnica de filmagem (câmara à mão, em estúdio) idêntica à de Dogville.

Na edição deste ano do Festival de Cannes, von Trier chegou a oferecer a Nicole Kidman o papel, na conferência de imprensa que se seguiu à exibição de Dogville. Embora tenha aceite inicialmente, dois meses mais tarde a actriz foi obrigada a retirar-se por conflitos de agenda ,pelo que a trilogia de Lars Von Trier terá três protagonistas diferentes, todas interpretando a mesma personagem (Grace).

- Mystic River é o melhor filme de 2003 segundo o National Board of Review


Imagem da última grande obra de arte de Clint Eastwood

Como é habitual, a National Board of Review é a primeira associação norte-americana a anunciar a sua lista de melhores filmes do ano.

Mystic River foi considerado o filme do ano pela National Board of Review, organismo independente americano que congrega um conjunto de argumentistas, estudantes e técnicos de cinema, educadores e historiadores a nível nacional. São os primeiros prémios da temporada, que culminará com os Oscars no final de Fevereiro do próximo ano. Em anos anteriores, foram distinguidos "Beleza Americana", "Moulin Rouge" e "As Horas" .

Sean Penn foi considerado o melhor actor, pela sua interpretação no filme de Clint Eastwood e em 21 Grams, de Alejandro González Iñarritu (estreia a 30 de Janeiro de 2004). Algo surpreendentemente, a veterana Diane Keaton, cuja inesquecível interpretação em Annie Hall foi premiada com um Oscar em 1978, foi considerada a melhor actriz, na comédia Something´s Gotta Give, realizado por Nancy Meyers ("O Que as Mulheres Querem") e que a reúne com Jack Nicholson, ainda por estrear nas salas norte-americanas.

Alec Baldwin foi considerado o melhor actor secundário por The Cooler, um filme independente que se destacou no Festival de Sundance. Patricia Clarkson, que vimos em Dogville e surpreendentemente não foi nomeada como actriz secundária por "Longe do Paraíso", foi novamente distinguida este ano nessa categoria pelas suas interpretações em Pieces of April e The Station Agent (estreia a 9 de Janeiro).

Edward Zwick ("Tempo de Glória") ultrapassou Clint Eastwood e ganhou o prémio de melhor realização por "O Último Samurai" (estreia a 9 de Janeiro). "As Invasões Bárbaras", uma continuação de "O Declínio do Império Americano" que estreia esta sexta-feira nas salas portuguesas, foi considerado o melhor filme estrangeiro.

Paul Giamatti (American Splendor) e Charlize Theron (Monster) receberam os prémios Revelação em interpretação. Um prémio especial foi entregue ao elenco de "O Senhor dos Anéis - O Regresso do Rei" . Vadim Perelman recebeu o prémio de melhor estreia em Realização, por House of Sand and Fog (estreia em Portugal a 30 de Janeiro) e Sofia Coppola um prémio especial por ter escrito, realizado e produzido Lost in Translation (que estreia a 23 de Janeiro).

Na categoria de argumentos, o original foi entregue a Jim, Naomi and Kirsten Sheridan por In America (estreia a 2 de Janeiro), um projecto que perseguia o realizador de "Em Nome do Pai" há mais de uma década, enquanto o argumento adaptado foi para o realizador-argumentista Anthony Minghella por Cold Mountain. Minghella viu o seu trabalho distinguido pelo Oscar como argumentista pela última vez em "O Paciente Inglês" e nomeado por "O Talentoso Mr. Ripley" .

"À Procura de Nemo" , que estreia esta sexta-feira nas nossas salas, foi considerado o melhor filme de animação. A mini-série para cabo Angels In America foi também considerada a melhor na área de televisão.

De acordo com o National Board of Review, os 10 filmes seguintes são os melhores de 2003:


1.º- Mystic River
2.º- The Last Samurai
3.º- The Station Agent
4.º- 21 Grams
5.º- House of Sand and Fog
6.º- Lost in Translation (estreia a 23 de Janeiro)
7.º- Cold Mountain
8.º- In America
9.º- Nascido Para Ganhar
10.- Master and Commander - O Lado Longínquo do Mundo



TRIVIA

Biggest Award Winners: Films

The Bridge on the River Kwai 4

A Man for All Seasons 4

Mississippi Burning 4

A Passage to India 4
All the President’s Men 3
Cabaret 3
The Conversation 3
Empire of the Sun 3
Howards End 3
Magnolia* 3
The Nun’s Story 3
Reds 3
Sense and Sensibility 3
The Silence of the Lambs 3
Terms of Endearment* 3
The Turning Point 3

* Did not win Best Picture

Biggest Award Winners: Stars

Jack Nicholson 5
Ingrid Bergman 4
Ralph Richardson 4
Humphrey Bogart 3
James Cagney 3
Bing Crosby 3
Henry Fonda 3
Greta Garbo 3
Greer Garson 3
Gene Hackman 3
Laurence Olivier 3
Ginger Rogers 3

Biggest Award Winners: Directors

David Lean 4
Ingmar Bergman 2
John Huston* 2
Akira Kurosawa 2
John Schlesinger 2
William Wyler 2
Fred Zinnemann 2

(Fonte: Cinema2000 e Site goldderby.com)

Cumprimentos cinéfilos,
Tiago Teixeira.

Quarta-feira, Dezembro 03, 2003

NOTÍCIAS

- Jackson Says Tolkien's Son Is Barring 'Rings' Museum



Director Peter Jackson said today (Tuesday) that he has been blocked by Christopher Tolkien, son of the late Lord of the Rings author J.R.R. Tolkien, from building a museum in New Zealand that would display the thousands of costumes, props, and sets used in the movie trilogy. Jackson told The Australian newspaper that New Line studios, which produced the film, "don't have the legal authority to allow [the museum] to happen. That's kept by the Tolkien estate, and so the Tolkien estate so far have refused." Christopher Tolkien has made seemingly contradictory comments about the Rings films in the past, issuing a statement two years ago saying that his father's work "is peculiarly unsuitable to transformation into visual dramatic form," but adding: "The suggestions that have been made that I 'disapprove' of the films, even to the extent of thinking ill of those with whom I may differ, are wholly without foundation."

Fonte: IMDB

- Mel Gibson Delays Vatican Screening of Jesus Film




VATICAN CITY (Reuters) - Bishops and cardinals waiting for a special Vatican (news - web sites) screening of a controversial Mel Gibson (news) film about Jesus Christ are going to have to wait a little longer, the Hollywood star has told them.

The select audience were hoping to have a private screening of "The Passion of Christ" on Tuesday evening as part of a convention on spirituality in film.

But Gibson's Icon Production company told organizers in an email on Monday night that the actor-director was still working on the final version and asked them to wait because "the film is only weeks away from being finished."

The movie, which covers the final 12 hours in the life of Jesus Christ, has come under fire from some Jewish groups who claim its story could foment anti-Semitism because it portrays Jewish authorities as largely responsible for Christ's death.

But Catholic and other Christian groups, as well as biblical scholars, have defended the film, saying it sticks closely to accounts of the crucifixion as told in the New Testament.

Organizers of the religious film festival said that Gibson's company had promised a private screening for Vatican officials and religious experts before it is due to open in the United States on February 25 of next year.

Fonte: Reuters

Cumprimentos cinéfilos,
Tiago Teixeira.

Sexta-feira, Novembro 28, 2003

NOTÍCIAS: MERYL STREEP PREMIADA PELO AFI



Meryl Streep vai ser homenageada pelo AMERICAN FILM INSTITUTE (AFI). A actriz receberá o prémio de carreira desta instituição no dia 10 de Junho de 2004, no Kodak Theatre, de Hollywood.

O prémio de carreira é a mais alta distinção atribuída pelo American Film Institute, entidade dedicada à preservação do património cinematográfico, e também ao ensino das artes de cinema e televisão.

Meryl Streep, nascida a 22 de Junho de 1949, em Summit, New Jersey, é um nomes emblemáticos do cinema americano das últimas três décadas, tendo sido já distinguida duas vezes pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood: Oscar de melhor actriz secundária, em Kramer vs. Kramer/"Kramer Contra Kramer" (1979), e Oscar de melhor actriz, em Sophie's Choice/"A Escolha de Sofia" (1982) . Com a sua nomeação para melhor actriz secundária, em Adaptacion/"Inadaptado" (2002), Meryl Streep igualou o número recorde de nomeações (12) de Katharine Hepburn.

O mais recente filme com Meryl Streep estreado entre nós é The Hours/"As Horas"(2002) , de Stephen Daldry.

Entre os vários projectos em que a actriz está actualmente envolvida incluem-se o remake de The Manchurian Candidate, com direcção de Jonathan Demme (o original, de 1962, foi dirigido por John Frankenheimer), e a nova realização de Jodie Foster, Flora Plum.

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Eis a lista completa das personalidades distinguidas com o prémio de carreira AFI:

- 1973: John Ford
- 1974: James Cagney
- 1975: Orson Welles
- 1976: William Wyler
- 1977: Bette Davis
- 1978: Henry Fonda
- 1979: Alfred Hitchcock
- 1980: James Stewart
- 1981: Fred Astaire
- 1982: Frank Capra
- 1983: John Huston
- 1984: Lillian Gish
- 1985: Gene Kelley
- 1986: Billy Wilder
- 1987: Barbara Stanwyck
- 1988: Jack Lemmon
- 1989: Gregory Peck
- 1990: Sir David Lean
- 1991: Kirk Douglas
- 1992: Sidney Poitier
- 1993: Elizabeth Taylor
- 1994: Jack Nicholson
- 1995: Steven Spielberg
- 1996: Clint Eastwood
- 1997: Martin Scorsese
- 1998: Robert Wise
- 1999: Dustin Hoffman
- 2000: Harrison Ford
- 2001: Barbara Streisand
- 2002: Tom Hanks
- 2003: Robert De Niro

(fonte: Cinema2000)

Cumprimentos cinéfilos,
Tiago Teixeira.

NOTÍCIAS: ZERO EM COMPORTAMENTO ACABOU !!!



Comunicação da Zero em Comportamento

A ZERO ACABOU! CHEGA! ESTAMOS CANSADOS!! ACABOU!!!

"A Zero em Comportamento tem passado anos de sacrifício, a viver com o credo na boca, sempre na eminência do dinheiro da bilheteira não chegar para pagar as contas. Estivemos dependentes das flutuações dos humores do público, da chuva, do frio, do calor, dos jogos de futebol na televisão, das estreias do cinema comercial ou dos ciclos de outros cinemas; dependentes dos humores da crítica e do espaço disponível nos jornais, nas rádios ou nas televisões; dependentes ainda da nossa capacidade de distribuir pela cidade os folhetos e os cartazes com a programação, de os enviar a tempo pelo correio ou email.

Estamos cansados porque os donos do Cine-Estúdio 222 não resolvem os imensos problemas que aquela sala, de imenso potencial, tem. Sabemos bem que, por causa das condições da sala, este projecto que tanto trabalho e gozo dá, estava, desde o ínicio, sujeito ao insucesso. E estamos fartos de, sistematicamente, recebermos reclamações de pessoas a dizer que a sala cheira mal, que as cadeiras são desconfortáveis, que chove lá dentro, que a projecção é má, etc etc etc... e de sabermos que é verdade!!!

Estamos cansados de nos dizerem que o nosso projecto é fantástico, maravilhoso, único, etc, etc, etc, mas que é uma pena ser feito naquela sala e de, por isso, nos pedirem, suplicarem, ordenarem, que mudemos de sala e perante a pergunta: “Mas para que sala?”, só ficar o silêncio, por falta de alternativas ou de ideias... E por isso termos de responder: “pois é, a sala é má, mas é a única....”.
Finalmente, estamos cansados e desmotivados por, há que tempos, ouvirmos a Câmara Municipal de Lisboa ou o ICAM dizerem que, de facto, o nosso projecto é fantástico, maravilhoso, único, que merece de ser apoiado, mas até hoje não terem contribuido com nada de concreto!

Por isto tudo e por muito mais que fica por dizer, decidimos parar. Vamos deixar de programar o Cine-Estúdio 222.
O projecto “Zero em Comportamento” vai ficar congelado até melhores dias. Até haver outras condições para se trabalhar. Até alguém finalmente tomar decisões a sério, e não apenas de fachada, e nos alugar, disponibilizar ou oferecer, em condições aceitáveis, uma sala de cinema condigna para fazermos um programa por ano, por cada seis meses, por mês, semana ou dia. Ou então, até alguém perceber que é mais importante haver projectos culturais que se afirmam no dia-a-dia, durante o ano inteiro, do que eventos fugazes, esporádicos, que levantam imensa poeira mas que não deixam ficar nada depois de acontecer. Mas, enfim, há quem prefira ouvir as cigarras do que reparar no trabalho da formiga...

Paramos, mas fazêmo-lo de consciência tranquila porque, ao longo destes anos (e já passaram seis desde o primeiro filme que exibimos no 222), provámos que há públicos para as mais diversas ofertas de cinema (sejam curtas, documentários ou longas dos países mais improváveis). Basta ter vontade e saber chegar a eles (aos públicos e aos filmes).

E quem tiver memória lembrar-se-á, por certo, da oferta de cinema que havia nesta cidade e poderá comparar com o que há hoje... Mas sabemos também que quem tem a iniciativa, desbrava o terreno e lança as sementes, não é necessariamente quem colhe os frutos...

Um grande obrigado a cada um(a) e a todos os que nos foram impulsionando, encorajando e criticando ao longo destes tempos. Isso significa que fizemos a diferença e no fundo isso é mesmo a única coisa que interessa...

Encontramo-nos por aí!"

Rui Pereira
(Zero em Comportamento)

(Fonte: 7arte.net)

Cumprimentos cinéfilos,
Tiago Teixeira.

Terça-feira, Novembro 25, 2003

ANTECIPAÇÃO: THE LAST SAMURAI

Olá a todos os cinéfilos!

É com muita satisfação que dedico este post a um dos filmes que ,pela sua magnitude e pela estrela de cartaz (nada mais nada menos que o milionário Tom Cruise), mais burburinho tem causado na imprensa mundial e público cinéfilo - The Last Samurai, épico histórico dirigido por Edward Zwick (Glory (1989)) e oriundo dos estúdios Warner Bros. Nos E.U.A estreia a 5 de Dezeembro deste ano ; já a comunidade cinéfila portuguesa ainda vai ter de esperar até o mês de Janeiro do próximo ano para assitir o filme nos cinemas...

- The Last Samurai












Realizador: Edward Zwick
Elenco: Tom Cruise, Billy Connolly, Tony Goldwyn, Shin Koyamada, Timothy Spall, Ken Watanabe, Hiroyuki Sanada, Koyukim, Shichinosuke Nakamura, Seizo Fukumoto, Shun Sugata, Masato Harada.
Argumento: Edward Zwick, Marshall Herskovitz, John Logan.
Duração: 144 minutos
Género: Drama / Guerra / Acção
País de Origem: E.U.A

Sinopse: Captain Nathan Algren (TOM CRUISE) is a man adrift. The battles he once fought now seem distant and futile. Once he risked his life for honor and country, but, in the years since the Civil War, the world has changed. Pragmatism has replaced courage, self-interest has taken the place of sacrifice and honor is nowhere to be found - especially out West where his role in the Indian Campaigns ended in disillusionment and sorrow.

Somewhere on the unforgiving plains near the banks of the Washita River, Algren lost his soul.

A universe away, another soldier sees his way of life about to disintegrate. He is Katsumoto (KEN WATANABE), the last leader of an ancient line of warriors, the venerated Samurai, who dedicated their lives to serving emperor and country. Just as the modern way encroached upon the American West, cornering and condemning the Native American, it also engulfed traditional Japan. The telegraph lines and railroads that brought progress now threaten those values and codes by which the Samurai have lived and died for centuries.

But Katsumoto will not go without a fight.

The paths of these two warriors converge when the young Emperor of Japan, wooed by American interests who covet the growing Japanese market, hires Algren to train Japan's first modern, conscript army. But as the Emperor's advisors attempt to eradicate the Samurai in preparation for a more Westernized and trade-friendly government, Algren finds himself unexpectedly impressed and influenced by his encounters with the Samurai. Their powerful convictions remind him of the man he once was.

Thrust now into harsh and unfamiliar territory, with his life and perhaps more important, his soul, in the balance, the troubled American soldier finds himself at the center of a violent and epic struggle between two eras and two worlds, with only his sense of honor to guide him.


Classificações:

Rotten: 100%; 8.5/10
IMDB: 8.3/10

Comentários:

+:

- "An intelligent action film."
-- Richard Roeper, EBERT & ROEPER

- "Epic filmmaking at its absolute finest."
-- Joshua Tyler, FILM HOBBIT

- "Director Zwick has raised the effectiveness of combat scenes by tempering them with respectful homage to the sensitive side of Japan's unique history and culture."
-- Jules Brenner (FC), VARIAGATE.COM

-:

Ainda não disponíveis.

Elenco:

- Tom Cruise (Captain Nathan Algren / Producer) :



Tom Cruise made his film debut in 1981 with the critically acclaimed film Taps and has subsequently experienced a distinguished and distinctive career. He last starred as "pre-cog" specialist John Anderton in Steven Spielberg's futuristic thriller Minority Report, the latest of his many intriguing, ground-breaking and diverse films. He has collaborated with some of the film industry's most respected directors and actors, including Barry Levinson and co-star Dustin Hoffman in the Academy Award-winning Rain Man; Martin Scorsese in The Color of Money, opposite Paul Newman; Oliver Stone's Born on the Fourth of July; Cameron Crowe's Jerry Maguire and Vanilla Sky; Ron Howard's Far and Away; Sydney Pollack's The Firm; and Neil Jordan's Interview with the Vampire, to name just a few.

In 1983, Cruise won widespread acclaim for his bravura performance in Risky Business, which earned him his first Golden Globe nomination. He went on to create one of the most memorable characters of all time, flying ace Maverick, in the highest-grossing film of 1986, Top Gun. In 1989, Cruise received his first Oscar nomination and Golden Globe Award for Best Actor in Oliver Stone's searing tale of Viet Nam veteran Ron Kovic in Born on the Fourth of July. More accolades and a Golden Globe nomination followed in 1992 with Rob Reiner's A Few Good Men, also starring Jack Nicholson and Demi Moore. In 1996 he received an Academy Award nomination and a Golden Globe Award for Best Actor in Jerry Maguire. In 1999, Cruise dazzled audiences and critics alike with his work in P.T. Anderson's ensemble drama Magnolia. His powerful performance earned him his third Academy nomination and his third Golden Globe Award, this time for Best Supporting Actor. That same year he starred in what would be Stanley Kubrick's final film, the psychological thriller, Eyes Wide Shut.

Cruise is currently filming Collateral, directed by Michael Mann.

A testament to his critical and popular success, Cruise has received numerous awards, tributes and nominations, including The Blockbuster Entertainment Awards, the BAFTA Awards, The Chicago Film Critics Association, The Golden Satellite Awards, The National Board of Review, The People's Choice Awards, The Screen Actors Guild Awards and The Kids Choice Awards. In 1987, the ShoWest Convention acknowledged Cruise as the Boxoffice Star of the Year and, in 1990, the American Cinema presented him with its Distinguished Achievement Award. He earned Harvard's Hasting Pudding Man of the Year Award in 1994 and the prestigious American Cinematheque Award in 1996. In 1998, the Artists Rights Foundation recognized Cruise with the John Huston Award, an honor bestowed upon those known for safeguarding the integrity of the artistic process.

Cruise is also a successful producer. In 1993, he teamed with Paula Wagner to form Cruise/Wagner Productions, which quickly grew to become one of the industry's leading production companies, known for its commitment to supporting new talent. The first film released under the Cruise/Wagner banner was the 1996 worldwide blockbuster Mission: Impossible. That same year, Cruise/Wagner collaborated with Cameron Crowe on the award-winning Jerry Maguire. In 1997, the Producers Guild of America celebrated Cruise/Wagner with the Nova Award for the Most Promising Producers in Theatrical Motion Pictures. The following year, Cruise/Wagner produced the critically acclaimed film about runner Steve Prefontaine, Without Limits, written by Robert Towne, the Oscar-winning screenwriter of Chinatown.

In Cruise/Wagner's 2000 hit sequel Mission: Impossible 2, Cruise reprised his roles both as Agent Ethan Hunt and as a producer. Mission: Impossible 2 gave Cruise/Wagner one of the most successful film franchises in history, grossing over one billion dollars. The company also produced the successful thriller The Others, which marked Cruise's first collaboration, as executive producer, with director Alejandro Amenabar. Amenabar came to Cruise's attention after Cruise saw Amenabar's Spanish romantic thriller, Abre Los Ojos. Cruise/Wagner optioned the project and it eventually became the basis of Cameron Crowe's Vanilla Sky, for which Cruise also starred and produced. He recently served as executive producer on the Billy Ray feature drama Shattered Glass, which screened at the Telluride and Toronto Film Festivals and premiered at the Hollywood Film Festival.

Cruise/Wagner is currently in pre-production on the third Mission Impossible installment, to be directed by Joe Carnahan, in addition to Cameron Crowe's upcoming drama Elizabethtown.

- Timothy Spall (Simon Graham) :



Timpothy Spall recently appeared in Douglas McGrath's film retelling of the Charles Dickens classic Nicholas Nickleby. Frequently featured in Mike Leigh's films, Spall made his sixth appearance in the director's most recent offering, All or Nothing. Other collaborations with Mike Leigh include the play Smelling Like A Rat; the BBC film Home Sweet Home; Secrets and Lies, for which he received a BAFTA Award nomination and a London Film Critics nomination; and the critically acclaimed story of Gilbert %26 Sullivan, Topsy Turvy.

He will next star in Harry Potter and the Prisoner of Azbakan, currently in production and set for a 2004 release.

Spall's extensive film credits include Kenneth Branagh's musical adaptation of Love's Labours Lost and Branagh's Hamlet; Franc Roddam's Quadrophenia, Clint Eastwood's White Hunter, Black Heart, Bernardo Bertolucci's The Sheltering Sky, Roland Joffe's Vatel, Stephen Herek's Rock Star, Cameron Crowe's Vanilla Sky (Spall's first association with Tom Cruise), and Brian Gibson's tale of a 1970s band reunion, Still Crazy, which also starred his Last Samurai colleague Billy Connolly. He also lent his voice to the animated feature Chicken Run.

For his role as Mr. Venus in the highly acclaimed BBC adaptation of Charles Dickens' novel Our Mutual Friend, Spall received a BAFTA Award nomination for Best Actor. His UK television credits include the role of Barry in the popular series Auf Wiedersehen, Pet and Outside Edge. Recent TV credits include Stephen Poliakoff's Shooting the Past, Danny Boyle's Vacuuming Completely Nude in Paradise, for which he received a BAFTA Award nomination, and the revival of Auf Wiedersehen, Pet.

Spall has performed extensively on stage for The Royal Shakespeare Company, in productions of The Merry Wives of Windsor, Nicholas Nickleby and Knight and the Burning Pestle. Royal National Theatre productions include St. Joan, Le Bourgeois Gentilhomme and Robert LePage's production of A Midsummer's Night Dream.

- Ken Watanabe (Katsumoto)



Ken Watanabe began his career on stage, with the Tokyo-based theater troupe, Madoka. While working with Madoka, he was selected to portray the role of hero in the play Shimodani Mannen-cho Monogatari, directed by Yukio Ninagawa. His performance attracted critical and popular notice.

In 1982, Watanabe made his television debut in Michinaru Hanran (Unknown Rebellion). In 1987, he displayed a regal bearing and powerful presence in NHK's successful Samurai drama series, Dokuganryu Masamune, and went on to earn acclaim in such historical dramas as the TV shows Oda Nobunaga, Chushingura, and the movie Bakumatsu Junjyo Den.

Additionally, Watanabe's consummate skills have contributed to such projects as Ikebukuro West Gate Park, Anata ga Hoshii (I Want You) for television and the movies Space Travelers, Oboreru Sakana (Drowning Fish) and The Sun Rises Again.

In February 2003, Watanabe was seen in Shin Jinginaki Tatakai/Bosatsu (Fight Without Loyalty/Murder) an updated version of the popular Yakuza movie series.

He will also appear in the upcoming film T.R.Y.

Realizador:

- Edward Zwick



Edward Zick (Director / Producer / Screenplay ) began directing and acting in high school and trained as an apprentice at the Academy Festival in Lake Forest, Illinois. While studying literature at Harvard, he continued writing and directing for the theatre. Upon graduation, he was awarded a Rockefeller Fellowship to study in Europe with some of the major innovative theatre companies.

Zwick was accepted as a Directing Fellow at the American Film Institute in 1975. Timothy and the Angel, Zwick's AFI short film, won first place in the student film competition at the 1976 Chicago Film Festival and caught the attention of the producers of the television series, Family. He served as story editor on Family and subsequently became a director and producer.

For his work on the television movie Special Bulletin (as director, producer and co-writer), Zwick received two Emmy Awards. This also marked the beginning of his collaboration with Marshall Herskovitz, with whom he then created the Emmy Award-winning television series thirtysomething. Together Herskovitz and Zwick created The Bedford Falls Company as their home for film and television projects, including the critically acclaimed television series My So-Called Life, Relativity and the Emmy Award and Golden Globe Award-winning series Once and Again.

Zwick began his feature film career directing About Last Night. He went on to direct the Academy Award winning-films Glory and Legends of the Fall, as well as Leaving Normal and Courage Under Fire. Zwick's most recent film was The Siege, starring Denzel Washington and Annette Bening. Zwick and Herskovitz produced Traffic, winner of two Golden Globes and four Academy Awards, directed by Steven Soderbergh. Under the Bedford Falls banner, they also produced I Am Sam.

Zwick has been honored with three Emmy Awards, the Humanitas Prize, the Writer's Guild of America Award, two Peabody Awards, a Director's Guild of America Award, and the Franklin J. Schaffner Alumni Award from the American Film Institute. He received his first Academy Award as a producer for 1999's Best Picture Shakespeare in Love.

Curiosidade:

- Tom Cruise took no "up front" salary for this film.

(fontes: Rotten; IMDB e Site Oficial)

Trailer
Site Oficial

Cumprimentos cinéfilos,
Tiago Teixeira.

NOTÍCIAS

Olá a todos os cinéfilos!

Eis umas notícias fresquinhas...

- Novo filme de Julia Roberts será lançado em Dezembro



Mona Lisa Smile, com previsão de lançamento para Portugal em 26 de Dezembro, traz a actriz a contracenar com Kirsten Dunst. Mike Newell é o realizador deste drama cuja história é passada nos anos 50. Roberts é uma professora de História de Arte contractada por uma escola para mulheres de regras rígidas – a despeito de sua reputação liberal. Ela vai inspirar novas formas de pensar entre as suas alunas e o conflito com a administração da escola será inevitável.

O último trabalho de Roberts foi Confessions of a Dangerous Mind / "Confissões de Uma Mente Perigosa". Ela deve ser vista no próximo ano revisitando a sua personagem Tess Ocean, na continuação de Ocean´s Eleven ( Ocean's Twelve ), além de Closer, filme de Mike Nichols onde contracenará com Jude Law. Newell, realizador de Four Weddings and a Funeral / "Quatro Casamentos e um Funeral" , será responsável pelo próximo filme de Harry Potter,Harry Potter and The Goblet of Fire, a ser lançado em 2005.

(fonte: 7arte.net)

- Estreia segundo filme da realizadora Cláudia Tomaz



Chama-se Nós o novo trabalho da realizadora de Noites. O filme estreia dia 28 de Novembro, meses depois de ter sido exibido no Festival de Locarno, onde recebeu o prémio Boccalino, atribuído pela Câmara da cidade para destacar o melhor filme apresentado.

Nós aborda a relação entre um homem que acabou de sair da prisão após seis anos e uma mulher em busca de uma fuga para sua vida conjugal. Após se terem conhecido através de um anúncio de jornal, perambulam pela vida nocturna de Lisboa. O elenco inclui João Pereira (de Noites) e Alexandra Freudenthal.

Comentários da realizadora:

"Nós é um filme sobre a solidão urbana, sobre as cidades, as rotinas, o movimento incessante da vida e das experiências humanas. É um filme sobre os labirintos do amor e dos sentimentos mais profundos; é um filme sobre os limites que impomos a nós mesmos e sobre as nossas fraquezas e contradições; é também sobre o eterno problema da comunicação. Francisco e Angela são sobreviventes, mas a solidão na grande cidade é uma pena difícil de suportar. O percurso dos protagonistas é marcado, do ponto de vista dramático, por uma evolução emocional que os distancia progressivamente das suas vidas anteriores. A luminosidade, as cores, a dimensão dos décors, as músicas, o trabalho de concepção sonora e a montagem, reflectem essa mesma progressão. Também a criação dos espaços de Prazer e entretenimento como são os Bares de shows eróticos (concebidos e construídos de propósito para o filme) são a expressão e a possibilidade para a viragem dramática das personagens.
A junção das duas solidões revela os caminhos tortuosos da interioridade."

Cáudia Tomaz

(fonte: 7arte.net)

Cumprimentos cinéfilos,
Tiago Teixeira.